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Blog

MICHELLE RÉGIS DEU A LUZ!!!

28.11.2005 por Carito



SOFIA NASCEU! OU MELHOR: ESTREOU!

Edu Gómez me telefonou hoje pela manhã comunicando a estréia da minha afilhada que já nasceu fazendo backing vocal. Michelle e Edu estão de parabéns e Os Poetas Elétricos ganham novo reforço nos vocais. Sofia nasceu às 10:17 hs. Muita poesia pra você, baby!
Tio Carito posta aqui um poema de Walt Whitman para brindar o seu nascimento, um fragmento do CANTO DA ESTRADA ABERTA:

A pé e de coração leve
eu enveredo pela estrada aberta,
saudável, livre, o mundo à minha frente,
à minha frente o longo atalho pardo
levando-me aonde eu queira.

Sofia antes da estréia do show de hoje, cantando ainda de forma intimista, na concha acústica natural da mamãe. Aqui uma homenagem do cumpadi Carito e da comadre Joane: paz e amor pra vocês três!!!

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SANTOS DE CASA E SEUS MILAGRES PARA ESSE FIM DE SEMANA

25.11.2005 por Carito

“Santo de casa faz milagre sim”. Essa e outras pérolas estão lá no site da loja Velvet Discos www.velvetdiscos.com.br, na entrevista que fizemos com o nosso amigo e produtor, pescador de ostras artísticas locais, o mudernoso poptiguar Vlamir Cruz www.mudernage.com.br.

E na nossa cidade Natal que muito se diz nunca ter o que se fazer, entre muitas boas e ótimas opções, temos – hoje o Projeto “SeuZé Convida” (no Budda Pub, às 23 horas, com as atrações SeuZé e Experiência Apyus); amanhã o Projeto Independente 05 – Solaris Rock Festival (com shows de Adriano Azambuja e The Automatics, entre outros, lá no Sandoval Wanderley, a partir das 15h e 59 min); e domingo Valéria Oliveira (no show Anúncio de Antiquário, às 20h, na Casa da Ribeira). Vale a pena conferir!

O endereços desses santos de casa e seus milagres na web:
www.velvetdiscos.com.br
www.mudernage.com.br
www.seuze.net/novo/index.asp
www.experiencia.apyus.com
www.solarisdiscos.hpg.ig.com.br
www.valeriacanta.zip.net/index.html

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FILMES REAIS: ALGUMAS HISTORINHAS SOBRE CRÍTICAS.

24.11.2005 por Carito

Está nas locadoras o filme “Meu jantar com Jimi” que conta a história da banda norte-americana The Turtles. A história, real, aconteceu no fim dos anos 60, e o filme mostra os momentos de glória dessa hoje desconhecida banda, que emplacou alguns sucessos, viajou para a então efevercente Londres e conheceu algumas das figuras mais célebres do mundo do rock da época como Jimi Hendrix, The Beatles, Graham Nash, The Moody Blues, Brian Jones, Frank Zappa e outros. Entre muitos momentos interessantes, o filme mostra uma cena em que Jim Morrison encontra os integrantes da banda The Turtles numa lanchonete, numa madrugada. Morrison lê uma crítica sobre a banda The Doors, referente a uma noite que os Doors abriram um show dos Turtles. A crítica dizia o seguinte:

“Dividindo o palco, o Doors, um quarteto de visual emaciado com um som interessante e original, mas com a pior presença de palco do que qualquer grupo de rock. Onde o cantor fica a maior parte do tempo de olhos fechados e o pianista fica curvado sobre o instrumento como se lesse mistérios nas teclas. O guitarrista vaga pelo palco a esmo e o baterista parece perdido, em outro mundo”.

Depois segue o diálogo – um dos caras do Turtles fala pra Jim:

- Talvez o “Times” não tenha entendido, cara.
- Quando o “Times” entender eu já estarei morto e enterrado. Responde Jim.

E da dobradinha EUA-Inglaterra vamos agora para nossa terra, numa historinha “made in Brasil”. Em uma palestra realizada nesse ano em Natal, Galvão (poeta e letrista dOs Novos Baianos) contou a história de um crítico que escreveu lá pelos anos 70, época áurea dessa trupe que revolucionou a mpb, que a música BESTA É TU (que se tornaria um clássico popular) “não iria pegar” porque era muito repetitiva!!!

Claro que também existem inúmeros exemplos onde a crítica não só acertou em cheio em seus comentários (positivos e/ou negativos), como ajudou na descoberta e maturidade dos artistas. Principalmente na cena independente, onde alguns jornalistas funcionam até como uma espécie de produtores, abrindo portas, gerando visibilidade, descobrindo a pólvora e explodindo junto!!! Tanto a imprensa precisa ter maturidade e responsabilidade para criticar, como os artistas precisam ter esse amadurecimento para receber críticas – mas sem perder a postura artística jamais! Pois como dizia a Titia Rita Lee Jones em uma atemporal canção: “meu departamento é de criação”. Temos que acreditar na nossa arte. É o SONHO que nos move! “All you need is love”…

O mais importante nesses exemplos é entender que todos podem e devem lutar pela sua própria história, seu estilo e seu estalo. Da nossa parte, como uma espécie de manifesto lúdico, postamos aqui a poemúsica O DITO ERUDITO, que fará parte do nosso segundo CD.

O DITO ERUDITO

O dito erudito me ensina
Uma música mais fina
O acadêmico anêmico me acena
Uma poesia mais rara
Não é essa a minha sina
Nem é essa a minha cara
Ainda vem o moderno me dá um toque
Para eu fazer algo mais pop
Minha música errou, minha poesia é rock
Não venham mais catar no meu lixo
Vocês não têm nada com isso!

Ilustração: Aquarela de Flávio Freitas (Jovem que dorme à sombra do coqueiro. Sonha)

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"SE HAY HAMBRE, NO HAY HOMBRE"

20.11.2005 por Carito

Poni Micharvegas em desenho de Jacoba Haas

Hoje estou muito feliz. Consegui recuperar o contato (não tão imediato, mas pra lá do terceiro grau) com um velho amigo poeta e “cantautor”: Martin PONI Micharvegas. Poni, “psicopoeta” argentino, trovador exilado e radicado na Espanha, foi um dos maiores presentes que recebi na época que vivi na capital espanhola, em 1988 e 1989. O presente da convivência com sua poesia, com sua vida poética. Ainda me encontrei com Poni em 1995, quando voltei por ali. Mas depois perdi o contato. Fazia tempo que o procurava na net, colocando seu nome no google… e dessa vez deu certo. Entre muitas coisas que aprendi com Poni foi a importância da atitude poética e o entendimento do mundo pela ótica e força da poesia. Em 1988, pouco depois que cheguei a Madrid, ao mostrar a Poni umas fotos amadoras que bati numa viagem pelo interior da Espanha, ele simplesmente me convidou para fazer a cobertura fotográfica do lançamento do seu livro “DICHOSOS LOS OJOS QUE TE VEN”. Não adiantou eu dizer que eu não era fotógrafo profissional, essas coisas. Poni viu em mim o fotografo que ele queria. Durante o evento fui apresentado a muitos amigos seus. Entre gente famosa e anônima, fui apresentado a uma criança, considerada por ele como um grande amigo seu, tão ou mais importante que os outros. Lembro também uma vez quando ele me falou da mágica da poesia: da poesia poder ser passada e repassada de mão em mão, num pequeno pedaço de papel, numa parada de ônibus… E agora estamos nós aqui no papel virtual da parada de ônibus internética, passando e repassando nossa vida. Poni uma vez me disse que a vida de todo homem tem a sua importância. Sempre me senti importante com Poni, e sempre me senti estimulado para dar continuidade aos meus sonhos poético-musicais. Salve Poni! Gracias por sua poesia, pela sua força, pelo seu exemplo!

Saudades de Carito

Os endereços de Poni na Web:
www.micharvegas.com.ar

www.ipoetinomadi.com
www.nodo50.org/exilioargentino
Poni com Paco Ibañez e Chico Sánchez Ferlosio, durante o lançamento do livro DICHOSOS LOS OJOS QUE TE VEN, no Café Eligeme (Madrid, 1988).

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ATUALIZANDO O BLOG, RESPONDENDO A UM INTERNAUTA.

19.11.2005 por Carito

Esse site foi inaugurado momentaneamente à realização do show d’Os Poetas Elétricos na Casa da Ribeira, dia 26 de outubro, dentro do projeto Cosern Musical, onde também algumas semanas depois Edu Gómez apresentou seu show instrumental. Passados esses 02 shows, agora posso voltar a me envolver com o site e aprender a me envolver com o blog. Quero antes de tudo agradecer publicamente a Kênia e Alexandre pelo belíssimo trabalho no desenvolvimento da nossa página. E também quero agradecer a todos que acessaram e estão acessando nossa home page.

Logo no início, inaugurando o blog, recebi uma pedrada do internauta Clóvis Neto. Clovis, usando a sua liberdade de expressão, detonou com os textos que escrevo lá no site da Velvet (http://www.velverdiscos.com.br/ ), irritado por eu às vezes gostar de brincar com as palavras, dizendo que essa maneira de escrever só eu entendo e que é um desrespeito aos leitores, entre outros comentários com palavras (no meu entender e sentir) um tanto agressivas. Outro internauta, Ricardo Lopez, já emitiu uma opinião diferente e respondeu ao Clovis (embora Ricardo tenha se referido mais ao trabalho d’Os Poetas Elétricos, o qual está ligado à linguagem dos textos da Velvet de alguma forma). Algumas pessoas me aconselharam a não responder ao Clóvis. Mas por respeito ao próprio Clóvis e à diversidade que tanto defendo, vou tentar explicar ao leitor esses meus devaneios literários, se não ao pé da letra, pelo menos no coração da palavra (inventada ou não).

Meu caro Clóvis, não era nem é essa a minha intenção: de aborrecê-lo ou de deixar o texto não entendível ou “intelectualóide”, como você diz. No entanto, aproveito para defender aqui também a minha liberdade de expressão, em nome de uma diversidade natural existente dentro das mais variadas formas de manifestação artística. E lhe explicar que essa linguagem não tem intenção ou obrigação de seguir normas de comunicação convencional ou acadêmica. Não sou jornalista. E Marcelo Morais, dono da loja Velvet Discos e criador do respectivo site, me convidou para escrever com total liberdade, enquanto artista, com total licença poética.

Você chega até a me apontar outros caminhos para ser original. Respeito os “seus caminhos”. Mas não escrevo assim ou assado preocupado em ser original. Como diria Leminski: “o novo não me choca mais / nada de novo sob o sol / apenas o mesmo ovo de sempre choca o mesmo novo”. O meu estilo vem desse estalo. Eu apenas escrevo sem ser escravo, soltando a temática, assaltando a gramática, naturalmente… vem a tática, vem a prática! Claro que é uma linguagem opcional, mas de forma espontânea. Ao mesmo tempo é também provocada, e, portanto, ambígua em sua intencionalidade. Quando meu estilo corre como esquilo para rimar e brincar não tenho como segurar esse zummmmmmmmmmm!!! E como diz uma velha canção: “o resumo é de cada um”.

De qualquer forma, lhe responderei mais profundamente no próprio site da Velvet: seus comentários me incentivaram a escrever um texto (ou um pretexto, como gosto de assim me expressar) sobre a proposta da minha participação no site da Velvet e sobre liberdade de expressão, o qual publicarei em breve no referido site.

Um abraço e obrigado pela sua participação.

Carito

Desenho de Flávio Freitas

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SHOW MANIMAL: MINIMAL E ANIMAL!!!

18.11.2005 por Carito

Ainda estou me recuperando do impacto da força motriz do show de Edu Gomez na Casa da Ribeira, dentro do Projeto Cosern Musical, na quarta-feira, 09 de novembro. Sou suspeito pra falar. Mas foi um show de guitar heroe que não nasceu hoje. Ainda lembro de Edu arrasando com a “Banda Z” em 1988, em um festival na Cidade da Criança: Edu já misturava funk com hard rock quase por osmose, virtuose com alma, rock com personalidade mais do que suficiente para convidá-lo a entrar para a banda Modus Vivendi – parceria que se iniciou e nunca mais parou… Hoje me orgulho mais ainda desse parceiro poelétrico que sempre se mostrou longe e perto, hermeticamente aberto, tradicional e moderno, verão e inverno. Obrigado parceiro, pelo convite para participar desse verdadeiro concerto instrumental de rock fusion. Parabéns a Edu e a toda a banda!!! Como roteirista e diretor, junto com Michelle, gostaria de agradecer a todos que participaram dessa empreitada rockolística, na apote-ótica da cada um. Foi um show direto, enxuto… visualmente minimal para deixar o som animal ao máximo (a foto acima é de Rodrigo Cruz, do site Rock Potiguar www.rockpotiguar.com.br ). E quero destacar aqui o maravilhoso texto da nossa amiga e escritora paraibana-potiguar Clotilde Tavares, que poeticamente falou sobre os 4 elementos, pontuando o show em grande estilo:

OS QUATRO ELEMENTOS

Uma gota de cristal rebrilha na superfície de uma rosa branca e nela encerra um mundo. Gota e oceano. Rios subterrâneos perfurando os pilares graníticos da terra. Cataratas celestes derramadas em chuva. Lago plácido, mar turbulento. A Água une, mistura, dilui fronteiras, apaga contornos. Dilúvios de verão e chuvas suaves da primavera, refrigério azul das dores humanas, suor, sêmen, saliva, lágrima, linfa, plasma, água do batismo e da comunhão, preenche o cálice sagrado do coração dos homens.

Nas profundezas do planeta, nas arcadas do mundo, no centro brilhante da minha substância e nas veias por onde flui o metal, reside a minha força. Sou a Terra das sete luzes, dos trabalhadores subterrâneos, dos talismãs enterrados, do eixo magnético que orienta o mundo. Sou húmus, argila, montanha, deserto, poeira. Quando estremeço, as colunas do mundo se abalam e homens e cidades desaparecem nas minhas entranhas famintas, mas é no meu seio doce e quente que germina a semente que alimenta os homens e é para mim que eles voltam no repouso definitivo da Morte.

Fiat Lux. O espírito divino incendeia o universo. A cintilante majestade das estrelas se alimenta da tua substância ígnea e resplandecente. És a energia que consome e transforma a matéria, símbolo de sapiência, dourado fruto nas mãos de Prometeu, raio, trovão, chama, lume secreto das lareiras, vela votiva, sol do meio dia, luz dos citocromos. Como a Fênix, nos banhamos em tuas vivificantes chamas para nascer outra vez. Porque tu és o Fogo!

Da mente Universal, o primeiro alento cria e dá forma às coisas ao se expandir, e as destrói, no movimento contrário. Nuvem instável, vapor passageiro, brisa, furacão, grito, pensamento que libera, vontade que emancipa, decisão que liberta, suspiro criativo, sopro divino. Universo em expansão, Big Bang, Excalibur inauguradora dos impérios. Ar.

Beijos
para
Clô
que
não
pára
lida
daqui
para
a
Para
iba…

Carito

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EDU GOMEZ – OS QUATRO ELEMENTOS

07.11.2005 por Carito


Água, terra, fogo e ar. E arte. Arte instrumental. Rock fusion. Viagem ao fundo do som. Império dos sentidos. Na trilha do Excalibur sonoro.

Edu Gómez e a guitarra era a lei. A lei natural das coisas.
As cores do som. Universo em fantasia. Universo em expansão.
Água, terra, fogo e arte instrumental.
Os quatro elementos do universo sonoro de Edu Gómez

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Agradecimentos em Clima de Felicidade, Ambiguidade, Pluralismo, Experimentalismo, Atitude e Reticências…

03.11.2005 por Carito


Caros internautas, amigos, fãs dOs Poetas Elétricos, companheiros da vid´arte… Estamos em um momento de muita satisfação e felicidade e queremos dividir isso com vocês. Esse texto é assinado pelos poelétricos Carito e Edu Gómez e pela nossa musa elétrica Michelle Régis. Michelle chegou de forma singular e acabou tornando-se a terceira pessoa do plural. Aí já veio a pergunta: Michelle Regis é integrante dOs Poetas Elétricos? Sim! Convidamos Michelle inicialmente para fazer uma pequena grande participação no nosso primeiro CD. Dizemos “pequena grande” porque não medimos as coisas desse jeito, por formas onde se pode contar assim, definir assado, com tanta objetividade e exatidão.

Por isso, não nos preocupamos muito com isso, e deixamos rolar nossa parceria de forma espontânea, como espontânea é a nossa forma de criação. Michelle acabou nos conquistando e vice-versos. Passou a compor conosco, andar conosco… E como diz o dito popular, “casou Tomé com Bebé”. Ou melhor, casou Michelle com Edu que já era muito amigo e parceiro de Carito e em vez de fechar o círculo, o círculo explodiu. De vida, de arte, de criação. Adoramos criar, compor, e com a ambigüidade natural – ou conquistada – podemos dizer com muita satisfação: é nos exilando que nos doamos para vocês! Estamos muito felizes com os nossos exílios e com as nossas doações. Conseguir fazer com que as idéias experimentais e subjetivas inquietadas há tanto tempo atrás (e consideradas por muitos como sem pé nem cabeça, mas para nós sempre com muito espírito lúdico), resultassem no nosso primeiro CD (o qual teve para nós, uma surpreendente repercussão e outros desdobramentos afins), é motivo de grande comemoração!!! Um prêmio nacional com 02 indicações e ótimos comentários em mídias especializadas de norte a sul do país, como a Revista Bravo, é motivo para deixar a falsa modéstia de lado e dizer com segurança o clichê: seja você mesmo e faça o que você tiver a fim! Depois vieram as buscas das linguagens ao vivo, onde sempre tivemos o privilégio de contar com um timaço de músicos amigos, sempre dispostos na doação do sanguinho novo, mesmo quando o ditado transfoma-se em “doa a quem doar”.

E a criação do segundo CD, que nos move, nos remove, nos absorve e nos absolve!!! E a tão esperada e batalhada aquisição dos nossos novos brinquedinhos eletrônicos, carinhosamente e estranhamente chamados por nós de “O Ovo de Alien” – mais um privilégio espacial de termos um maquinário assim, em um estúdio em uma fazenda, ou melhor: em uma refazenda!!! Para dar continuidade a essa gestação e renascimento que no nosso entender transcende a convencionismos – os quais não concordamos como ditadura de estilo, e sim, como apenas mais uma possibilidade de estalo, do estalo do ovo de alien. Acreditamos estar somando DIVERSIDADE à cena potiguar, com honestidade e verdade interior, sendo ou não poptiguar. Podemos numerar aqui dezenas dos nossos objetivos, mas como gostamos muito de efeitos – de sons, de palavras, de luzes, de imagens – preferimos refazer uma frase com efeito: não sabemos assim tão ao certo os nossos objetivos, mas sabemos muito dos nossos subjetivos! Essa ambigüidade, pluralismo, e diversidade na maneira de criar, compor, se expressar, se apresentar, na postura do palco, nos conceitos do trabalho em estúdio e ao vivo… enfim, nesse vazio fértil de inúmeras formas para brindar a liberdade de expressão e em todo o seu contexto, que transforma um texto de agradecimento também em manifesto.

Por fim, nesse momento especial onde também inauguramos nosso momento espacial internético por ocasião do lançamento dessa nossa home-page (desenvolvida de forma tão fantástica por Alexandre e Kênia – que também tirou lindas fotos do espetáculo), gostaríamos de agradecer mais uma vez a todos que foram – e/ou participaram de alguma forma – ao nosso recital-show na Casa da Ribeira, dentro do Projeto Cosern Musical. Para nós, foi um dos melhores concertos de nossas vidas. Pré-texto para um concerto eletro-sinfônico. Um teatro de palavras e sons, uma peça sem que se despeça. Densa dança da (c)alma na pista intimista. E diante do público aplaudindo de pé, nos procurando depois para falar infinitas coisas legais sobre o show, diante das fichas de avaliação que tivemos acesso onde os comentários são extremamente positivos em sua grande maioria, diante de tantos telefonemas, e-mails que ainda ecoam, nos sentimos acariciados por vocês, felizes por assim sentir que a apresentação foi um sucesso. E para coroar ainda mais esse momento, chegaram várias indicações ao Prêmio Hangar… pegando-nos em pleno vôo.


Então é isso. E também é aquilo! Estamos felizes em poder dividir essa alegria, mesmo quando pintamos uma arte melancólica e densa, em vez de dança. Mesmo quando quem dança é o espírito e não o corpo, mesmo quando quem ri é a alma e não a boca, mesmo quando fechados estamos abertos, tristes estamos felizes, sem nos olhar estamos nos olhando, nos amando e amando vocês os quais realmente respeitamos muito a partir do momento que nos respeitamos muito primeiro. Mesmo quando caímos em contradição para nos levantarmos a favor da adição, em levitação. A utopia entope a pia e viva a telepatia! Viva o estranho Thom Yorke e o autista Robert Fripp, mas se quiser viva também os animados de tantos adjetivos nessa grande Nação Zumbi. Pilha sempre há de pintar por aí. E nesse temporal de palavras alcalinas, como diria o atemporal Led Zeppelin: THANK YOU! Viva as essências e as reticências…

Fotos: Kênia Castro

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Poetas em O Vazio Fértil

15.10.2005 por Carito

MENSAGEM DOS POETAS ELÉTRICOS

Caríssimos: Com muito carinho , vamos levar para a Casa da Ribeira os poemas eletri-ficados & outros que foram embora , do nosso primeiro cd.

Também vamos apresentar com exclusividade algumas poemúsicas inéditas que farão parte do nosso segundo cd ? ?estirado no estirâncio?. O estirâncio é aquela faixa de terra que a maré deixa quando seca . Serve para passear , tomar banho de sol , escrever na areia para o mar lavar , para fazer nada , para praticar o ócio criativo . É o vazio fértil . Nesse recital-show de poesia and roll teremos no palco um grande estirâncio de frente para um mar de platéia , a nos lavar a nos levar .

E nesse vazio fértil vamos soltar a imaginação , os sons , as palavras … dentro de uma multilinguagem lúdica , poética , sonora e visual …

Estamos vanguardando vocês lá!

Os Poetas Elétricos

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Poetas

19.08.2005 por Carito

Parceiros (de 1988 a 1999) na extinta e saudosa banda potiguar Modus Vivendi, Carito e Edu Gomez criaram em 1995 o projeto paralelo “Poemas Eletri- Ficados & Outros Que Foram Embora”. Fizeram algumas apresentações, e em 1997 gravaram a célula-mater do projeto. No final de 2003 a dupla reativou o projeto e entrou em estúdio no início de 2004, reprocessando as gravações antigas, criando faixas novas, assumindo o nome OS POETAS ELÉTRICOS e colocando como título do álbum a ser lançado o nome original do projeto “Poemas Eletri- Ficados & Outros Que Foram Embora”.
Assim, liquidificando música e poesia, Carito ficou a cargo dos textos/letras e voz principal, enquanto Edu comanda todos os instrumentos (com raras exceções) e efeitos. As influências da dupla se concentram principalmente no universo do rock, mas nas 18 faixas deste CD, se deixaram levar por algumas sonoridades e atmosferas particulares. De forma direta ou indireta, Edu Gomez assume inspirações de Ry Cooder, King Crimson, Bjork, Lou Reed, Durutti Column, Phillip Glass, Kronus Quartet, Massive Attack, David Bowie… Já Carito cita entre suas inspirações poético-musicais Walter Franco, Arnaldo Baptista, Arnaldo Antunes, Paulo Leminski, Chacal, Jorge Mautner, Arrigo Barnabé, Itamar Assumção, Tom Zé…

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