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Blog

Não sei qual…

15.07.2012 por Carito

Não sei qual dos meus dois eus tem sentimento de culpa
Pela minha vida
Dupla.

Carito

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Quando criança…

11.07.2012 por Carito

Quando criança eu ficava embaixo da mangueira
Só pra escutar as mangas caírem…
Essa história de tímpanos pras mangas!

Carito

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A população…

11.07.2012 por Carito

A população agora só se comunica
Em código mouse.

Carito

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Alice N. mora bem aqui

06.07.2012 por Carito

Quando Reinaldo Moraes esteve junto com Mario Bortolotto na Feira do Livro de Mossoró em 2009 (e eu estava lá participando com Os Poetas Elétricos) fiquei sem saber o que perguntar pra ele. Eles estavam formando uma mesa e quando acabaram de falar abriram para as perguntas da plateia. Pôrra! Eu tava lá na plateia, de frente para o cara que escreveu um dos livros que devorei em uma fase muito mágica que vivi nos anos 80: “Tanto Faz”. Junto com ele, devorei outros da Brasiliense, L&PM, Companhia das Letras, e de outras editoras: “Porcos com Asas” de Marco L. Radice & Lidia Ravera, “Makaloba” de Edilson Martins, “Pergunte ao Pó” e “Sonhos de Bunker Hill” de John Fante, “Morangos Mofados” de Caio Fernando Abreu, “Folhas das folhas da relva” de Walt Whitman, “Caprichos e Relaxos” e “Agora é que são elas” de Paulo Leminski, “Comício de Tudo” de Chacal, “Autobiografia Precoce” de Eugenio Evtuchenko, “Geração Baseada” de Galvão, “Narciso em Tarde Cinza” de Jorge Mautner, “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva… entre muitos outros como “Temporada de Ingênios” do nosso queridíssimo João da Rua (João Batista de Morais Neto).

Não lembro bem o que perguntei, porque eu tinha tomado um vinho e estava meio alto. Mas sei que foi em relação aos diálogos dos personagens do livro “Tanto Faz” serem como na vida real, como acontecia com a galera que eu andava. A gente falava daquele jeito e isso foi uma das coisas que me fez admirar muito esses livros, que tinham uma comunicação direta com o que eu pensava e vivia nos bares, na noite, nos shows de rock que eu assistia e também fazia, na praia, em casa no quarto de som, na faculdade de arquitetura, na vida.

Claro que aí tem também todo um papo sobre linguagem, romance de geração, etc. Mas como não sou crítico literário nem estudioso de literatura… Enfim, não tenho categoria para falar desses livros dentro de uma análise mais profunda em termos de literatura.

Acho que tesão é uma palavra que pode me ajudar a definir aquela sensação que juntava um monte de coisas. Sentia muito tesão em ler aqueles livros. Eles me deram uma excitação de vida, uma vida excitada, sei lá. O tesão pelo novo, a excitação do descobrimento, o viço da juventude… o viço, o vício, o verso…

Nesse último verão li num fôlego só “Elvis & Madona (Uma Novela Lilás)” de Luiz Biajoni – já comentei o livro aqui no blog. E ele me lembrou esses livros que fizeram a minha cabeça nos anos 80. Agora chega mais um livro assim: “Os Contos de Alice N.”, de Cellina Muniz. O título me fez lembrar um clássico do cinema: “Alice Não Mora Mais Aqui” (Scorsese – 1974). “Um filme que, posteriormente, seria usado como bandeira dos movimentos feministas mundo afora por retratar os desafios da vida pelo olhar da mulher.”

Conheci Alice N. e ela agora mora bem aqui, onde o mundo desMaiakovski: mais que no lado esquerdo do peito, Alice N. mora na anatomia louca do corpo todo coração!

Carito

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Na rua…

03.07.2012 por Carito

Na rua
Eu só dou
Beijo de beco.

Carito

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Começa hoje a Semana do Audiovisual (SEDA) em Natal

03.07.2012 por Carito

MOSTRA VHS

A Mostra VHS acontece no primeiro dia da SEDA, 03 de julho, a partir das 19h, em Nalva Café Salão. Serão exibidos filmes curtas-metragens de diretores potiguares. Abaixo segue a lista dos curtas selecionados para integrar a mostra.

Objetos Cortantes (Dir: Carito Cavalcanti e Joca Soares)
A descida (Dir.: Clóvis Neto)
Do Inevitável (Dir.: Thamise Cerqueira)
Baque Seco (Dir.: Bárbara Baracho)
O relógio (Dir.: Cristiano Micussi)
Operação Plástica com Flávio Freitas (Dir.: Carito Cavalcanti e Joca Soares)
Além do Picadeiro (Dir.: Arthur Rocha)
A espera infortuna de Maria (Dir.: Bruno Evangelista)
Noturnos (Dir.: Carito Cavalcanti e Joca Soares)

Fonte: http://coletivovhs.wordpress.com/

Saiba mais sobra a SEDA:
http://www.facebook.com/SedaNatal
http://tribunadonorte.com.br/print.php?not_id=224628

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“OPERAÇÃO PLÁSTICA COM FLÁVIO FREITAS” ganha “PRÊMIO CULTURA POTIGUAR 2012”

29.06.2012 por Carito

O objetivo do Prêmio Cultura Potiguar do Diário e Natal é fomentar a cultura e reconhecer os talentos potiguares. Então ter nosso trabalho audiovisual reconhecido por esse prêmio é muito importante para nossa carreira – nos deixa ainda mais felizes e estimulados. Entendemos que não apenas eu e Joca Soares fomos contemplados com esse prêmio, mas também Edu Gomez que fez uma bela trilha sonora original, e o principal protagonista que é o artista plástico Flávio Freitas que tem sua arte e pensamentos propagados na linguagem cinematográfica. São vários artistas e várias linguagens reunidos por amor à arte. Esse prêmio fortalece uma obra audiovisual independente e conceitual, sobre um artista plástico extremamente humanista e espiritualizado. Queremos dar os parabéns também aos outros indicados… como a gente combinou, né Gabriel Souto? Rsrs… Queremos agradecer também a Mudernage que nos apoia na distribuição… Enfim, nosso muito obrigado a todos! Há braços! Há filmes! Parafraseando Fernando Pessoa: tudo vale a cena, se a alma não é pequena!

Carito Cavalcanti

Confira a lista dos vencedores do “Prêmio Cultura Potiguar 2012” aqui.

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As Sombras de Tim

28.06.2012 por Carito

Não vou mentir que fui ao filme meio desconfiado. Não que eu não goste de Tim Burton. Gosto. Não que eu não goste de Johnny Depp. Até gosto. Mas talvez eu esteja um pouco enjoado dos dois. Adoro a frase mágica de Manoel de Barros que diz “repetir, repetir,repetir, até ficar diferente”. Mas quando se trata da fórmula mágica do cinema hollywoodiano… Aí é repetir, repetir, repetir até ficar um saco! E com toda essa moda de vampiros de shopping centers… O cara fica desconfiado mesmo! Quando vi a fila imensa, a sala lotada… Achei que ia ser mesmo um terror e que eu ia me arrepender de estar ali. Joane me disse: “Estamos lascados”. Mas não foi exatamente o que aconteceu com “Dark Shadows” (“Sombras da Noite”) – adaptação de Tim Burton para o seriado sessentista norte-americano homônimo, com Johnny Depp.

Como eu nem ia para o filme (na verdade eu tinha ido ao Midway fazer outra coisa e acabei indo ao filme por acaso) e ainda não tinha lido as críticas (que baixaram o pau no filme e que iam acabar me influenciando), acabei no lucro – pois não criei nenhuma expectativa e me diverti. Ainda que, como eu disse no início do post, meio desconfiado (por causa dessa onda de vampiros adolescentes e pela repetição da velha fórmula de Tim Burton).

Nada de novo no front, digo: nas sombras – Tim Burton continua fazendo sua especialidade de trazer o gótico para o dia a dia, trazendo personagens e situações bizarras, etc. A crítica diz que algumas coisas estão mal resolvidas no filme, que a parceria “Johnny Depp-Tim Burton” está cansada em seu oitavo filme, etc. Mas eu gostei especialmente porque a história está ambientada nos anos 70. A trilha sonora é legal e músicas como “Nights in White Satin” do Moody Blues pagam o filme. Ah! Alice Cooper faz uma participação especial na história! E a trilha ainda tem Iggy Pop, Deep Purple, Black Sabbath, Elton John, T-Rex…

A família da história tem personagens interessantes, mas não chega a ser uma “Família Adams”! Na verdade, quem rouba a cena mesmo é Eva Green, no papel da bruxa Angelique. Eva Green que começou no cinema descoberta por Bertolucci em “Os Sonhadores” está cada vez mais bela!

Eva Green em cenas de "Os Sonhadores"

E Eva Green em "Sombras da Noite"

Nada de novo na fórmula, que mesmo reciclada para mim ainda funciona: principalmente pelo ideal do monstro romântico, pelo rock setentista… e por Eva – que é um verdadeiro pecado!

Lembrei muito do gênero “Terrir” muito celebrado no teatro brasileiro nos anos 80/90 por trabalhos como “O Mistério de Irma Vap” com Marco Nanini e Ney Latorraca, e aqui em Natal muito bem representado com “A Maldição de Blackwell” (de Marcos Bulhões e Clotilde Tavares) – peça que tive a honra de participar.

E finalizo esse post com essa bela canção do Moody Blues: “Nights in White Satin”, ao vivo no Festival da Ilha de Wight, em 1970.

Enjoy it!

Carito

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Palavras

27.06.2012 por Carito

A palavra-rã pula.
A palavra-peixe nada.
Não quero que a palavra-anzol pesque a palavra-peixe.
As palavras passam o dia fazendo coisas.
*
Às vezes coisas sem nome são feitas por não-palavras.
*
Às vezes a palavra-sim quando casa com outra palavra-sim um dia encontra a palavra-fim.
*
Palavras quando livres entram em qualquer frase.
*
Poesias são palavras livres.
*
A palavra condessa brinca de esconde o conde.
*
Desejo o corpo da tua palavra.

Carito

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Sentir

26.06.2012 por Carito

Sentir
Sem ti
Não há.

Carito

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