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Blog

20.03.2006 por Carito

Lá fora

Abri as janelas da casa. O calor estava insuportável. Fui abrindo as janelas e só então percebendo como havia janelas na casa. E como era bonito lá fora. Eram tantas as janelas e era tão bonito lá fora que desisti de abrir as janelas e resolvi ir direto lá fora. Resolvi não esperar abrir todas aquelas janelas para trazer o lá fora para dentro. E adentrei no lá fora! Uma vez dentro, do lá fora, percebi que a minha casa não era tão lá dentro assim. Dentro mesmo era lá fora. Quanto mais eu entrava no lá fora mais aparecia dentro para eu entrar. E fui entrando por ruas e praças e flores e estradas e vales e mares e motos e carros e escarros… e de repente eu já estava dentro de um beco sujo, dentro de um restaurante chique, dentro do mar num mergulho com os golfinhos, dentro de alguém a gemer e querer mais. Querer mais que eu fique lá dentro. Tudo isso só porque eu resolvi ir lá fora. O calor realmente estava insuportável.

Carito

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18.03.2006 por Carito

O ópio do Micróbio

Um dia ele apareceu, veio do vaso. Não de plantas. De cocô mesmo. Veio do fundo do vaso para o raso do apartamento.

- Esse apartamento dá pé. Vou ficar por aqui.

Foi ficando e se alimentando de tudo que via. E o que mais via era um homem e seu computador. Sentado, sempre, todo dia. O micróbio olhava pra cima e só via o fundo da cadeira com o homem sentado em cima.

- Pô! Melhor talvez fosse o fundo do rio do vaso do que esse raso. Esse raso não tá mais dando pé. O que será que esse cara faz o tempo todo sentado aí com esse computador? Ah! Preciso crescer pra descobrir isso. Isso aqui tá ficando chato. A mesma poeira de sempre. Vou voltar pro vaso, pra mesma merda de sempre. Aquela lá eu já conheço.

Mas não voltou pro vaso. E foi se alimentando de tudo e fez amizade com as traças e foi traçando tudo, livros, letras, até descobrir que estava comendo os livros do escritor que ficou puto com a situação.

- Também, a maior bagunça aqui, livro no chão, esse cara queria o quê? E olha o nome do cara: Thomas de Quincey. Vive doidão! Esse cara já morreu! Cara! Eu tô sabendo tudo desse cara com essas letras aqui dentro que eu tô comendo, e tô comendo muito, já tá chegando na mente, que história doida: “Confissões de um comedor de ópio”. Será que esse ópio chega por tabela? Acho que tô doidão também! Quem sou eu? Um micróbio ou um homem? E que é que esse rato está olhando pra mim? Pôrra! Quer direito autoral pela frase, só porque tá sempre dentro dela? Já sei: sou um homem ou um rato? Besteira! Chega pro prato também. Amém! Que eu tô traçando tudo e já tô da altura da cadeira. Afasta aí cara! Chega pra beira! Quero ver o que você tá escrevendo.

E o micróbio virou micróbio-computador e foi se alimentando de tudo de novo, do monitor e…

- Por que é que esse mouse tá olhando pra mim. E você também, cara! Você é um homem ou um mouse?

Virou macróbio e não coube mais no apartamento. Ganhou o mundo, dominou o mundo, cheio de problemas para administrar, entrevistas pra dar, e até a mãe pra vender. Sua vida agora era pública.

- Que saudades do vaso. Aquilo é que era merda de verdade. Lembrou do homem sentado na cadeira e escreveu um livro:

“Confissões de um comedor de merda”.

E se jogou no primeiro vaso que apareceu. E mergulhou fundo na vida privada.

Carito

Ilustração de Flávio Freitas

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13.03.2006 por Carito

14 DE MARÇO – DIA DA POESIA

UMA MUDANÇA QUE ME HAI-CAI MUITO BEM:

Não me apego a uma vida a cores
Se vamos ao cinema
Mudo.

A POESIA ESTÁ NOIR!

A POESIA ESTÁ NO AR!

HAI-CAI BALÕES:

HAI-CAIS:

Marinheiros são tortos
Onde há portos
E hai-cais.

HAI-IZES:

As varizes
São raízes
Nas suas coxas.

HAI-MLET:

Sorver-te
Ou não sorvete
Eis o milk Shakespeare!

PRAZER À VISTA:

Geme
Às claras
Dos ovos!

SEX-BOX:

Espermas são carros velozes
Em busca do sexo
Ou posto.

SEX BOX 2:

Tanques de carros são vaginas
Engolindo bombas
De gasolina.

DE INVENTO EM POPA:

Em
BARCO
Naquilo que me CONVÉS.

TOMANDO VINHO:

É quando eu dou
Satisfação
À saciedade.

MATRIZ:

Toda matriz
Tá por um
Triz!

HAI-CÔCO:

O coqueiro balança
O côco cai
E é mais um hai-cai!

Carito
FELIZ DIA DA POESIA!

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08.03.2006 por Carito

1 – AMOR

Se fez com pressa
Se faz compressa

2 – Para reflexão – A Costela de Adão: Questão EVAsiva?

Se o homem é um porco e torresmo a paciência das mulheres
A costela
A dão de volta

(Ou dão uma volta pra comê-la com cerveja)

A história da mulher (Eva) ter saído da costela de Adão é um osso duro de roer – (in)versão estranha já que o homem saiu das suas entranhas. De qualquer forma, já que a carne é melhor perto do osso, precisamos parar pra pensar sobre esse alvoroço. Como isso se resolve? Mais uma vez a palavra AMOR toma o texto de assalto:

- Meia nove e ninguém se move!

Carito

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ALTO-RETRATO DE UMA REDE ENQUANTO JOVEM

03.03.2006 por Carito

Passei o carnaval armada em punho… Calma! Foi um carnaval tranqüilo. Estar armada em punho faz parte da minha natureza. É quando estou em minha melhor forma, totalmente esticada, relaxada, aberta, pronta para receber alguém. Sim! É verdade. Tenho recebido algumas pessoas. Mas não me ache vulgar. É como eu disse – faz parte da minha natureza.

E por falar em natureza, passei o carnaval no alto de uma varanda com vista para o mar!!! Por isso esse meu alto-retrato é com a letra “L” mesmo. Já me balancei muito no carnaval de Olinda, mas dessa vez o balanço também foi muito bom. Fiquei num camarote natural vendo o desfile da natureza passar… E ficar! As pessoas pulando as ondas do mar, os pássaros cantando, os galhos das árvores balançando e tocando percussão, os peixes fazendo acrobacias, carroças puxadas por burricos transformando-se em carros alegóricos na beira da praia, a areia dançando e a paisagem toda se abrindo em porta-estandarte para a percepção do carnaval da natureza!!!

Mas vi também coisas tristes nesse carnaval. Sabemos que o carnaval, independente de folia ou sossego, nem sempre é feito só de alegrias e que “ela” com sua fantasia mortal com foice e tudo não tem hora para chegar. E lembrei dos meus antepassados e de algumas redes-irmãs no interior do nordeste que ainda sentem isso na pele – ou melhor, no tecido, quando tristemente são transformadas em caixão no enterro levado pelo bloco da saudade… Faz parte da vida! Essa vida cheia de redes: rede de entregas, rede de intrigas…

Agora esse ditado popular que diz “caiu na rede é peixe” comigo não funciona. Pois nesse carnaval eu fui fiel, viu! Não recebi muita gente. Fui fiel a uma só pessoa. Ou melhor: duas. Um casal. É… eu e eles dois… um ménage à trois muito legal!!! Às vezes eu também ficava sozinha, sem ninguém… Ou melhor: com o vento. Teve um dia que ele me balançou tanto… Nossa! Fico toda arrepiada só de lembrar. Numa noite ele veio com a chuva e me deixou molhadinha!!! Então eu fui fiel a mais gente… Vento também é gente, né? Ou não? Eu sou gente? Não me diga que eu não sou gente… Vou ficar me sentindo como um objeto. Uma rede-objeto, usada, e depois literalmente enrolada. Mas não ligo. É como eu disse. Ficar aberta e ser enrolada faz parte da minha natureza. Gosto de ser usada. Eu só não quero que me esqueçam enrolada dentro de um baú da infelicidade. Já escutei que vão viajar comigo na Semana Santa. E se quiserem, podem me deixar esperando aqui nessa varanda mesmo. Prometo não cometer nenhum pecado. E honrar a sexta-feira da paixão.

Bem, feriados à parte, dizem que agora estou sendo trocada por uma outra rede: a rede mundial dos computadores. Pensa que não conheço essa outra rede? Sei o que é isso sim! De vez em quando deitam em mim com livros para ler, mas também já recebo pessoas com esses modernos notebooks conectados a internet sem fio. Hum! Nisso não me fio! Vejo o povo nervoso querendo mais velocidade na rede… Na minha rede não! O legal é justamente balançar a rede devagarzinho, espreguiçando as idéias, como se o mundo todo fosse uma suave canção… Pergunte a Dorival Caimmy!

“A rede” por Carito

Redeografia: radiografia de uma rede de entregas!

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24.02.2006 por Carito

EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA REDE!

Lendo o livro do folclorista e escritor areia-branquense Deífilo Gurgel (AREIA BRANCA – A TERRA E A GENTE), tomei conhecimento de uma história no mínimo curiosa. E sempre que é Carnaval gosto de lembrá-la de uma forma ainda mais especial. É a história de um senhor de Areia Branca que há muito tempo atrás, passava todos os dias do ano completamente bêbado, desarrumado, na sarjeta. E somente durante um certo e curto período do ano ele se encontrava sóbrio e impecavelmente arrumado: justamente no Carnaval!

Histórias como essa, enriquecem a tradição do Carnaval como um momento de ritual. Esse rito pode ser de grito, mas também de silêncio. É no período do Carnaval que muitos também aproveitam o feriado para descansar. Muitos têm outra sede: eu quero é botar meu bloco na rede!

Carito

Em breve, o aLto-retrato da rede: camarote natural para o desfile constante da natureza…

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21.02.2006 por Carito

FATO & FOTO

A fotografia às vezes é uma porção de ilha cercada de nuvens por todos os lados

Chegamos à ilha da Costinha logo no início da tarde. Aquela poesia da natureza selvagem que rima com arde, e mete a luz na nossa cara, e nos deixa assim cheio de reticências nos olhos lacrimejando a certeza de que ali realmente o sertão encontra o mar, o rio, o mangue… Tínhamos que chegar ali bem cedo para dar tempo do sol se por na máquina do fotógrafo. Como uma flecha, pegamos o barco que quase encalhou. Mas quem nos pegou mesmo foi a própria natureza. Oh, céus! São Pedro nos pregou uma peça e deixou nossas mentes nubladas: será que não vai dar para fazer nenhuma foto? Afinal, não é todo dia que chega por aqui um fotógrafo famoso para registrar o que eu não páro de dizer aos quatro cantos sobre os nossos encantos: temos nossa própria África, potiguar e cinematográfica!!! Enquanto esperávamos o céu limpar em cima da duna, escutávamos as histórias do fotógrafo famoso. A fotógrafa-assistente em silêncio e os meninos do vilarejo que junto comigo também viraram assistentes escutavam atentos seus relatos fantásticos mundo afora, Brasil adentro. O dia em que o fotógrafo desceu de helicóptero nos confins de Roraima e o pássaro de ferro foi imediatamente cercado pelos índios. O tempo passou tantas histórias e agora ele estava ali, litoralmente passado, quase que fotograficamente assoreado junto com o rio. O areal forte e a falta de sorte na luz certa fizeram com que os equipamentos continuassem guardados nas bolsas pesadas, nas nuvens pesadas… A luz estava contra. Mas a correnteza a favor. Um outro pequeno barco à vela desceu o rio e veio chegando para junto da foto que o esperava. “Às vezes ele enrola a vela pra poder passar”, diziam os meninos preocupados. Mas ele continuou com a vela aberta e o fotógrafo disparou mais que fotografias: a vela aberta na mente do fotógrafo regia o universo com paciência mestra. A natureza encalhou o pequeno barco e parou a foto. Os pescadores desceram para compor o quadro a quadro, empurrando a embarcação no ensaiar das águas. Todos nos transformamos em timoneiros, proeiros, parando o barco com o olhar, empurrando o barco com o olhar, no desejo atracado forte em cima da duna de prata. Tudo virou prata e fomos embora com o sol. Esse foi um fato real. O lugar existe. A ilha da Costinha fica no Rio Grande do Norte, em Porto do Mangue, próximo à praia de Ponta do Mel. O fotógrafo famoso existe: Araquém Alcântara. E eis a terra prometida, a água prometida, a luz prometida, a foto prometida pela espera e pela força do desejo. Se todo homem é uma ilha, é certo que precisamos conhecer mais o que nos rodeia.

Carito

Foto de Araquém Alcântara

Araquém Alcântara na web:
www.araquem.com.br

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20.02.2006 por Carito

contratempo

casou com o futuro
e a ironia é que foi
de papel passado

Carito

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17.02.2006 por Carito

O Turco

O turco tomou o texto de assalto. Entrou na sala e foi logo dizendo:

- Se essa história é no interior tem que haver um turco!

E eu pensei: como é que esse turco sabia disso, se só agora que eu dei fé que a minha imaginação colocou ali uma porta e aquele povo todo olhando pra dentro dessa sala.

Cheguei na porta e tinha muita gente e juntando mais. Eu estava numa cidade do interior. Então perguntei:

- Que cidade é essa?
- O senhor não sabe? É São Francisco das Almas.

E o turco atrás de mim, parecendo alma e repetindo com uma voz engraçada:

- Seu Francisco das Almas?

Eu já vi que esse turco é novo no pedaço. Não tem nenhuma experiência em cidade do interior e já vem tirando onda. Que é que eu faço agora? Minha imaginação parece querer me abandonar. E o turco também. De repente o turco foi sumindo da sala, como se evaporando…

Pensei que o turco foi só um motivo, sei lá, algo passageiro para eu aqui ficar nessa cidade do interior. Olhei para fora e vi uma serra linda, um rio, uma mata, quando mais olho mais vejo. E eu nem consigo parar de olhar. Um circo, um terreno baldio, uma poça de lama.

- Choveu aqui?
- O senhor não sabe não? Choveu quando o senhor chegou, lembra não? Acabou de chover.

É, tá um friozinho gostoso e um cheiro de café quentinho…

- Fiz agora, seu moço. Pode chegar.

Fiquei foi esperto e proseei tanto que não vi que o dia adormeceu.

Dormi tão bem, tão bem, no meio da sala, e nunca gostei tanto do meu velho cobertor. Acordei com os meninos me acordando junto com o galo:

- O senhor não vai continuar a história não?

Carito


Ilustração de Flávio Freitas

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O GUARDIÃO DO NADA

16.02.2006 por Carito

Ilustração de Flávio Freitas

O farol nem era tão grande. Tinha o quê? Uns 6 metros? Tinha nada. Tinha talvez uns… Sei lá, acho que nem 2 metros! Na verdade aquele era o menor farol que eu já tinha visto na minha vida. Sem falar, claro, nos faróis de brinquedo. Ele parecia realmente de brinquedo. E aquele homem ficava lá toda noite. Equilibrando-se do lado de fora do farol, nas bordas do farol. Porque não tinha como ninguém entrar no farol. Ele era realmente muito pequeno. A manutenção era feita do lado de fora. A lâmpada era acesa do lado de fora. A lâmpada era apagada do lado de fora. A lâmpada era trocada do lado de fora. E aquele homem sempre do lado de fora. Olhando não sei o quê. A luz era fraca. Não iluminava nada. E o mar que tinha em frente havia secado. Secado mesmo! Ficou só areia. Peixes mortos, conchinhas, pedrinhas, um grande deserto, sertão brabo. Mas toda noite ele estava ali olhando para a escuridão. Movimentava-se muito. Uma vez até caiu do farol. Queda pequena. Nem deu pra machucar. Ele levantou-se rápido, subiu novamente no farol e ficou de sentinela como de costume. Já o meu costume era ver aquele homem toda noite. Tomando conta do nada. E eu tomando conta da vida dele. É que ele parecia ver tanta coisa… E assim eu o via vendo tanta coisa. Passei um bom período da minha vida assim. Olhando para o guardião do nada. Toda noite eu me preparava para vê-lo de longe, olhando o longe. Eu preparava lanches, pipoca, às vezes uma bebida quente, conhaque, malte, essas coisas que aquecem a alma e entorpecem a mente. E toda noite eu ia para essa grande e solitária sessão de cinema, com meus lanches e meu casaco. O vento era sempre forte e a noite sempre longa. Foram noites longas. Noites belas, maravilhosas. Das melhores da minha vida.

Carito

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