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Blog

24.04.2006 por Carito


VIDEOCLIPE DOS POETAS ELÉTRICOS GANHA PRÊMIO!!!

O videoclipe “PALARVEANDO” d’Os Poetas Elétricos, dirigido por Mário Ivo Cavalcanti, conquistou o primeiro lugar na categoria de melhor videoclipe do Festival Curta Natal de Cinema e Vídeo 2006, promovido recentemente pelo Festival Mada.

Na Mostra Competitiva de Videoclipes potiguares concorreram os clipes “A Luz”, da banda Peixe Coco, com direção de Buca Dantas e Nicolas Gomes; “Granizo”, da banda Jane Fonda, de Walton Filho; “Sempre vou estar por perto”, da banda Allface, de Anderson Foca e Nicolas Gomes; “Respostas Curtas”, da banda Experiência Ápyus, de Anderson Foca e Nicolas Gomes; “Amanheci sem sol”, da ZeroOitoQuatro, por Nicolas Gomes; “Mensagem”, da banda Agregados FDR, de Fábio De Silva; “Palarveando”, dos Poetas Elétricos, com direção de Mário Ivo; “O que passou passou”, da banda Calibre, por Anderson Foca; “Programados para vencer”, da banda Karpus, de Nicolas Gomes e Foca; “Psicodelia”, clipe da banda Bugs, de Nicolas Gomes; “Take no Notes”, da Dead Funny Days, de Alexandre Alves; “Bush Enlouqueceu”, clipe da banda Red Cross, por Fábio Fagundes; “Pareburo”, do Dj Maccaco, por Alexandre Gurgel.

Nossos sinceros agradecimentos e parabéns a Mário Ivo e a toda equipe. Em breve, o vídeo “PALARVEANDO” estará disponível aqui no nosso site poelétrico.

Leia mais sobre o Festival ANIMADA e Mostra de Vídeo:
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=7612

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19.04.2006 por Carito

O que significa palavra?

Flávio Jou é um cara quase nômade que quase se fixou em Ponta do Mel. Artista andarilho, filho de um cearense andarilho com uma índia Macuxi, Flávio nasceu em Roraima, mas veio bater no litoral do oeste potiguar, vendendo artesanato, fazendo coberturas com palha de carnaúba, e acabou casando e quase fixando residência por aqui. Digo “quase” porque nunca sabemos quando Flávio está em Ponta do Mel. Ele mais parece estar na ponta do mundo, sempre se lançando. Quando vim morar definitivamente em Ponta do Mel com Joane, ficamos amigos e vizinhos de Flávio Jou, logo nos primeiros anos quando alugamos uma casa no povoado. Há mais ou menos sete anos atrás, em um desses dias 19 de abril, acordamos com o som alto vindo da casa de Flávio Jou – uma seleção de músicas que de alguma forma homenageam os índios, como aquela de Caetano: “Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante”… Ou aquela outra de Jorge Benjor na voz de Baby Consuelo que fala “Todo dia era dia de índio / Mas agora eles só tem o dia 19 de abril”. Hoje especialmente lembrei muito de Flávio Jou e também lembrei muito quando estive em Roraima no ano passado e soube que ali se fala mais de trezentos idiomas, e cada idioma desses é mais do que uma língua diferente ou uma forma de se comunicar diferente – é um modo de pensar e viver diferente, uma diversidade natural em extinção, nossa palavra perdida… Tupi or not Tupi, Poti or not Poti… Nossas raízes e nossa memória deletadas por nós mesmos.

Carito

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13.04.2006 por Carito

OLHOS VERMELHOS

Para Edu Gomez

Seu corpo foi ficando mole, a cabeça rodando, até cair na cama, febril, com os olhos ardendo, pensou:

- Vou descansar o dia inteiro e no final da tarde, quando o sol deitar, eu me levanto.

Mas veio a noite e ele continuava deitado. O corpo quente, a cabeça doía a girar, um nó no peito, e ele sem saber direito se o coração estava pesado ou leve demais. Não conseguia distinguir as coisas, se já era noite, se o dia voltou. Só ficava ali, deitado. Sonhando. E se revirando de um lado para o outro da cama molhada de suor. Sonhos que lhe acordavam e ele não sabia mais se estava no sonho ou na sua cama. Sonhos sobre sonhos. Dias inteiros assim, coberto de sonhos, alucinado. Quando ele acordava um pouco e começava a lembrar de um, chegava logo outro sonho, medonho, se aproveitando da sua inconsciência, da sua fragilidade. Os sonhos possuíam o seu corpo e ele não controlava nada. Até o dia em que a febre baixou, seus olhos castanhos reapareceram na tempestade que findava na janela. Conseguiu ir ao médico. O doutor diagnosticou:

- É sonho em excesso. Você anda sonhando demais. Tudo demais é muito.
- Até sonho, doutor?

O doutor ficou intrigado com a pergunta. E antes que o doutor pudesse lhe responder alguma coisa, ele se afastou rapidamente. E ao escutar os trovões lá fora, saiu correndo do consultório, e entrou na chuva. E levantou as mãos aos céus, ao temporal. Chegou em casa tossindo, com o corpo doendo, a cabeça girando. Antes de cair na cama em rodopio, sorriu. Adoeceu de novo, mole, feliz, e continuou a sonhar. O quarto vermelhou de novo. Dessa vez ainda mais forte. Ele agora era todo ficção. Seus olhos infravermelhos invadiram o quarto de vez, como nos velhos laboratórios de revelação fotográfica.

Carito

Na foto-ilustração-homenagem: Michelle Regis infravermelha – uma verdadeira revelação constante!

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12.04.2006 por Carito

a utopia
entope
a pia

Venho pensando desde o sonho e acordo com uma vontade ainda maior de escrever, e quando lavo o rosto a utopia entope a pia, transborda e alaga a casa de sonhos…

No início dos anos 80: arte-carimbo, arte-postal, arte-correio… Cidade, paises… procurando cada vez mais se arte-comunicar…

Agora a arte se passa pela internet num passe de mágica, num click do mouse.

A internet é quase democrática e quase comum a todos que a ela tem acesso. É utópica e por isso virtual, irreal, e deixa a vida real melhor. A utopia entope a pia. Feliz dia da poesia de novo, de velho… Viva o dia da poesia todo dia!

Carito

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11.04.2006 por Carito

CURSO DE DEFESA NATURAL

Eu

Ando

Por

Tenho que me responsabilizar pelos meus matos!

Carito

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10.04.2006 por Carito

A moça do vestido de bolsa

A moça foi tirando peça por peça de dentro da sua bolsa, tanta peça que nem entendia como ali cabia tanto e como tanto também era ter que se decidir por alguma peça. Nada lhe agradava. Vestidos, blusas, calças, meia-calças, sapatos, corpetes, calcinhas e sutiãs meia-taça e nada lhe agradava. Olhou melhor a bolsa e a achou uma gracinha! Vestiu a bolsa, vestiu-se de bolsa, se olhou no espelho, sentiu-se bem, linda, e saiu por aí… vestida de bolsa!

Carito

Ilustração de Flávio Freitas

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06.04.2006 por Carito


OVERLETRAS
uma overdose de letras

1.
No início
Era o verbo
Depois
O vício

2.
Na ótica narcótica de quem escreve
A palavra larveia
Serve e ferve a verve
Na veia

3.
O sujeito corre
Particípio do passado
Quando morre

4.
Uns vão de lambreta
Outros ao pé
Da letra

5.
Invento
De tocar o som da palavra com palheta ou ampulheta
Para perder
Tempo

6.
Escrevo
Escravo
Brigo com a rosa
Pra mudar o rumo da prosa

7.
Voyerizo o que escrevo
Numa nova modalidade de punheta
Com medo de engravidar a palavra
Gozo fora do texto

ah!ah!ahhax
xcfghhhhhhrb
jjrwwwwwwwkiyer
wc06fmsrvxbfdefbsv
nsgdybjshhsjjsboh!OH!OH!
gbdggxretypqpmmanbccsffwim
x56bdçpinbsfFGJDAH!AH!wbnj
HjycbmhHSKKSKDBGTRTIOSLMSB
NSGWRRTUNDKIWTVSDAW
TOPOH!AH!AH!AH!MMDNNNG
HUMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!

.
.

.

Carito

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03.04.2006 por Carito

ESTADO DE CAMA

Nesse inverno rigoroso, sou teu calor, tua emoção. Meu peito, calefação. Meu pinto, cá, felação. Meu olho, caleidoscópio. Minha paixão, cá, fé solúvel. Na chuva você me vem a calhar. SOLzinho nem desconfio. Nossa relação está sempre por um frio. Tua vulva casaca-me. Teu olho cacimba sem fim. Teu eco cá samba em mim. Tua gruta caverna-me tudo. Teu gozo me catapulta. Teu grito me calabouço. Teu ozônio camada de lençol sem freático. Tua mata me cai dentro. Nos meus dedos você estalactite caneta bic meta pele caligranãofria e que tudo mais vá pro inverno!

Carito

Foto Chapada de frio Diamantino

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24.03.2006 por Carito

VOZES DA PARAÍBA
Estava no ap em Natal, sentado no trono, lendo como de costume, quando escutei vozes. Parecia a voz de Clotilde Tavares. Tentei aproximar o corpo da janela alta do banheiro, mas a outra necessidade me impedia. Tentei desviar o barulho dos carros que passavam na avenida lá embaixo. Entre um silêncio e outro, entrava e cortava a voz. Clotilde? Pensei: Clotilde deve estar em algum desses prédios vizinhos, no apartamento de alguém, contando uma boa história, proseando bem como ela sabe fazer de melhor. Ou será que essas vozes estão vindo da Paraíba, onde ela agora sempre voltou a estar? Também tive que agüentar um pouco mais a pressão no meu nariz. Adiei por um momento a solução paliativa para a sinusite, pois a mesma também estava causando barulho e atrapalhando a minha percepção auditiva. Até que a voz desapareceu! Levantei-me rapidamente em tempo de voltar sem fazer nenhum estrago na sala. Com um livro de Clotilde na mão retornei ao trono e continuei a ouvir as vozes.

Carito

Ilustração de Flávio Freitas

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21.03.2006 por Carito


A GUITARRA É A LEI!

Sou suspeito para falar, mas não para ouvir: o trabalho instrumental do meu parceiro Edu Gómez vem da tradição de um reino onde a guitarra era a lei! Ao mesmo tempo Edu não guarda a sua vanguarda e nos presenteia um “rock fusion” coroado pelo público e pela crítica: seu cd MOTRIZ foi indicado ao Prêmio Claro de Música Instrumental e aplaudido de norte a sul do país. Um dos ganhadores do Projeto Cosern Musical em Natal, seu show OS QUATRO ELEMENTOS está em cartaz durante esse mês de março, na Casa de Ribeira, todas as quartas, às 21 horas. Para quem não mora em Natal ou não pode ir aos shows, vale a pena conferir o cd, onde a guitarra reina com muita sensibilidade e criatividade. Compre pelo site do selo Mudernage Diskos http://www.mudernage.com.br/

É um trabalho autoral, denso, forte, lírico e épico. Para quem gosta de rock instrumental, e principalmente para quem gosta de boa música, feita com dedicação, talento, competência e paixão. Independente de modismos e sem preocupações mercadológicas e comerciais.

Uma banda afiada, uma pedrada lapidada, um som redondo. O cavaleiro da guitarra redonda!

E Edu continua reinando, a bordo de um novo disco voador: paralelamente aos shows está gravando o seu segundo cd solo instrumental (prêmio do Cosern Musical). Os súditos dessa galáxia quase em extinção agradecem.

Salve Sir. Edu!

Reverências do seu amigo e parceiro,

Carito

A GUITARRA FILOSOFAL: Edu tirando rock de pedra, revelando sua alma de guitar heroe!

(Pedal de efeito sobre foto de Giovanni Sérgio)

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