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Blog

02.06.2006 por Carito


hai cai indo em alto-mar

o marinheiro estava morrendo afobado
de navios curtos
me deixou a ver pavios.

Carito

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31.05.2006 por Carito

“É preciso pegar as coisas e extrair delas as visibilidades”
(Focault)

A Tarântula Tola

“Deixe de manha, deixe de manha, minha cobra quer comer sua aranha”. Berrava Raul na vitrola ensandecida no picnic solitário do quintal. E naquela manhã, bucólica-alcoolica, envenenado pela música comecei a ver aranhas por todos os lados. Eu, a vitrola, e as aranhas por todos os lados. Então, acima dos muros do quintal, cercado pelos edifícios da cidade que há tempos me engolia, não vi mais arranha-céus e sim “aranhas- céus”. Será que é um terrível plano desses construtores inescrupulosos que não conseguiram comprar minha casa? Querem me deixar louco! Mais louco do que eu já sou! E disso cuido eu mesmo.

Resolvi entrar para pegar outra cerveja, e a TV da sala ligou sozinha – estava passando Spider Man! É uma perseguição! Voltei ao quintal e peguei o caderno de anotações que estava vazio em busca de inspirações e pirações, e pensei: já encontrei uma! Quando abri a primeira página para escrever algo, algo já estava escrito. Fiquei assustado e pensei: não fui eu que escrevi! Era só um título sem história: A Tarântula Tola. Fiquei pensando no que escrever: A teia ata a tarântula. A tarântula tola. A tarântula tola atarantada. Atarantolatada. Ateia os outros como ateia-te mesmo.

De repente, as palavras começaram a tomar vida própria e se transformaram em uma tarântula. Depois se transformaram em linhas que por sua vez se transformaram em uma teia de aranha que me envolveu. Será uma reação das palavras a essa baboseira toda que escrevo? Elas podem ter se revoltado comigo. Como eu não sei escrever, fico abusando dessas aliterações e trocadilhos. Isso é o que dá seguir o conselho de Tom Zé, que disse que se diferenciou fazendo algo diferente do normal. Larguei o papel, entrei no escritório e acessei a internet. O Google me mostrou reportagens sobre as tarântulas e coisas como: “O nome pode ter-se originado na cidade de Tarento, na Itália, onde Lycosa torentula era abundante ou segundo Hecker de Torrantola, o que rasteja no chão. Estão espalhadas por todo o mundo, até mesmo nas montanhas altas e no ártico. São encontradas com grande facilidade nos campos, á beira de piscinas, nos gramados dos jardins, sob os arbustos e cercas vivas ou ao lado dos muros divisórios”.

As aranhas me fizeram subir nas paredes. Eu realmente estava ficando louco. E senti que eu precisava de novos ares, de novas terras. Passei na casa da minha namorada e fomos para uma pousada na praia de São Miguel do Gostoso. Almoçamos já no final da tarde, peixe ao molho de alho. O chef de cozinha alertou: não coloque muito molho no peixe porque o alho pode provocar alucinação. Depois do almoço, entramos no quarto e vimos uma enorme aranha. De repente ela sumiu. Procuramo-la por todo o quarto, mas não a encontramos. E evidentemente não conseguimos mais dormir. O pior é que depois não conseguíamos contar essa história para ninguém. Porque todos ficavam rindo, fazendo associação entre as aranhas e coisa e tal. De volta a velha casa, descobri ainda do lado de fora, na rua, que não eu não morava mais ali. Na verdade nunca tinha morado ali. Esse meu pensamento foi imediatamente picado por alguma coisa no braço. Não consegui perceber o que era, mas percebi que tocava uma música alta no interior da casa: Raul Seixas. O Rock das Aranhas. Minha namorada no carro me chamou:

- Vamos chegar atrasados para o almoço em São Miguel do Gostoso.

Ia começar tudo de novo. Entrei no carro e vi o livro que a minha namorada estava lendo: A Tarântula Tola.

- O que significa tudo isso? Pensei intrigado e refleti: Tolo sou eu! Como não percebi isso antes. E foi aí que eu descobri um grande segredo. Acelerei e fomos embora para São Miguel do Gostoso: eu estava preso na teia do tempo.

E isso aconteceu há muito tempo. Há muito tempo que eu descobri que eu sou… o HOMEM ARANHA!

Carito

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24.05.2006 por Carito

3 poeminhas largados…

1 – ENTREGUE ÀS MOSCAS
(poema feito num dia desses, meio que hai-caindo na sargeta)

na beirada do copo melado de tudo
não troco, não mudo
nem tomo de canudo.

2 – EM CONSTRUÇÃO

uns fazem a festa da laje
outros, da maquilaje
sempre há algo por cima
às vezes sexo
às vezes rima.

3 – A CARA PULSA!

comeu-a ali mesmo

com os olhos

que cara de pau!

Carito

Ilustrações de Flávio Freitas

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22.05.2006 por Carito

Segredos atrás das folhas mortas

Um dia a terra veio no galope do cangaço. E foi chegando vermelha do sertão. E viu o mar azulão. Viu a duna branca. Crescendo. O sol próximo à linha do equador. Descendo. Logo Abaixo. Bem abaixo. A duna branca bem embaixo da linha. E o vento vindo. Trazendo mais areia branca do mar. Aumentando a duna. E quando a terra vermelha viu a areia branca vindo em sua direção entregou-se à paixão pelo mar. Mas não chegou a ser molhada. Já tinha ficado ali de vez. Soterrada. Isso tudo foi num dia só. Quando os cangaceiros foram embora levaram suas botas limpas da terra vermelha, bordadas de sangue e suor batendo no meio das canelas para o meio do mundo sertão adentro. A terra vermelha ficou, andou, andou, de mãos dadas com a duna e morreu na praia, quando o mar avançou. E se reencarnou em cajueiro seco, soterrado, sob a duna. Em agosto ventos mais fortes vieram e mudaram a duna branca de lugar. E revelaram os primeiros galhos secos do cajueiro apontando para o sol. E trouxeram à superfície as folhas mortas. – Estamos aqui, náufragas do vento implacável, reféns e já amigas-amantes desse nosso seqüestrador incestuoso, gritavam as folhas mortas do cajueiro. – Água! Água! Desmaio! E maio chegou, depois abril, chuvas mil, invernada em disparada acelerou o céu chorando de pena da terra vermelha e trazendo correndo as nuvens pesadas. Muita água rolou, trovões ensurdecedores, até que veio o silêncio e tomou tudo: tudo se calou quando agosto voltou trazendo consigo o cangaço em forma de vento para buscar sua terra de volta. O homem amarelou. Mas o cajueiro verdejou com as chuvas. E revelou segredos por trás das folhas mortas. As folhas mortas não mortas se juntaram às novas e tudo se verdejou de vez. O cangaço passou. A terra girou, virou redonda até hoje. Dizem que foi assim que ela se transformou no que é hoje: um planeta bonito e confuso, que enlouqueceu!

Carito

Ilustração de Flávio Freitas

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19.05.2006 por Carito

A menina dos alhos

Seu avô morreu e daquele dia em diante a menina passou a consumir aquele velho quarto de forma desesperada. Mudou-se para o velho quarto de seu avô em busca de uma nova vida. Assim que entrou naquela espécie de bat-caverna quase secreta sentiu logo um cheiro forte de alho no quarto de seu velho herói. Seu herói era de carne e osso. E agora de espírito. Mas parecia era ter sido mesmo de alho! Havia alho por toda parte. Alho pendurado no teto, dentro de gavetas, nas xícaras de chá e nas xícaras da questão:

- Caralho! Quanto alho!

Manuseando os livros na estante ela encontrou um em especial: “Alhoterapia”. Leu o livro, tomou o chá, colocou no molho do peixe e teve uma grande “alhocinação”: viu seu avô lhe desejando uma longa vida como a dele.

Ela era a menina dos alhos de seu avô.

Carito

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18.05.2006 por Carito


MAPA-ME MUNDO!

O SONO ME CHAMA E NUM MUNDO DE SONHOS
O DESERTO ME ATA
CAMA.

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15.05.2006 por Carito

O TEMPO ENCARDIDO

Para o Espaço se desenvolver ele precisava de Tempo. Então ele foi buscar o seu. Chegando lá viu o Tempo encardido, desbotado de lembranças. Viu o Tempo fechado. Fechado em si. Sem perspectiva de futuro.

O Espaço percebeu que tudo era uma questão de… de Espaço mesmo! Pelo menos, no mínimo, uma questão de ângulo. Que desse uma nova perspectiva para o Tempo. Um Espaço em que o Tempo pudesse ter Espaço para olhar para frente e olhar para trás.

O Espaço foi pedir ajuda ao Tempo e acabou ajudando-o. O Espaço encontrou o Tempo encardido em um imenso varal. Um imenso varal para o Tempo pegar um solzinho. Ou um solzão mesmo.

O Tempo despertou corado e assim que viu o espaço ao seu redor exclamou:

- Nossa, Espaço. Como você cresceu! Como você se desenvolveu!

E o Espaço saiu de mãos dadas com o Tempo, gritando:

- Tenho todo o Tempo do mundo!

Carito

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10.05.2006 por Carito

POESIA DE PONTA, POESIA DESPONTA:

SAI O RESULTADO DO CONCURSO DE POESIA REALIZADO EM PONTA DO MEL!

Para quem não sabe, moro em Ponta do Mel, praia localizada no município de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, na região de fronteira com o Ceará, onde o sertão chega ao mar e onde tenho o privilégio de desbravar a poética desse espaço sagrado, à frente da Pousada Costa Branca Eco Resort.

E em comemoração ao dia 14 de março (DIA DA POESIA), a Pousada Costa Branca Eco Resort lançou para as comunidades de Ponta do Mel, Cristóvão, Redonda e Rosado, o “Prêmio de Poesia Mirabô Dantas”. O prêmio leva esse nome para homenagear o músico, compositor e poeta Areia-branquense Mirabô Dantas, que já teve suas músicas gravadas por gente como Fagner, Elba Ramalho e Teresinha de Jesus, entre muitos outros. O prêmio é uma conseqüência de um concurso de poesias e foi criado para incentivar e valorizar a cultura local, estimulando a produção poética das comunidades.

Concorreram 59 poetas, muitos inscrevendo mais de uma poesia, somando mais de 100 poemas participantes. O júri ficou encantado com tantos poemas, muito bons em sua maioria.

O Jornal O MOSSOROENSE esteve presente na premiação e fez a cobertura do evento, dando grande destaque com chamada na primeira página do jornal e matéria de primeira página inteira no Caderno Regional (edição de hoje, terça-feira, 09 de maio de 2006).

FOI UMA EXPERIÊNCIA EMOCIONANTE!

Leia a seguir a excelente matéria realizada pelo jornalista Leonardo Sodré.

Obrigado a todos e um grande abraço.

Carito

A Professora Aurineide vibrou com o primeiro lugar em Ponta do Mel

Prêmio Mirabô Dantas revela novos talentos em Ponta do Mel

Leonardo Sodré
Da Redação

Em comemoração ao Dia da Poesia, festejado em todo o país no dia 14 de março, o empresário e poeta Carlos Estevam Cavalcanti (Carito), da Pousada Costa Branca Eco Resort, criou no sentido de estimular a poesia na região de Ponta do Mel, Redonda e Rosado, uma promoção inédita: O Prêmio de Poesia Mirabô Dantas, destinado a todas as pessoas das comunidades referidas. Um concurso de poesia que surpreendeu a comissão julgadora pelo número de poemas inscritos, que superou as expectativas. Tanto em número, quanto em qualidade. A comissão foi formada pelo poeta e compositor Mirabô Dantas (o homenageado), poeta e empresário Carlos Estevam (Carito), jornalista, escritor e poeta Cid Augusto, escritor e poeta Pablo Capistrano e o poeta e produtor cultural Gustavo Luz. Muitos dos participantes inscreveram mais de uma poesia.

O tema foi livre e a escolha das melhores poesias não foi uma tarefa fácil para os julgadores, que observaram cerca de 100 poesias, algumas, inclusive, de crianças. A entrega das premiações foi no domingo, no restaurante da Pousada Costa Branca Eco Resort, às 12h, ocasião em que todos os julgadores puderam dar depoimentos sobre a importância do evento.

Abrindo os trabalhos para entrega dos prêmios, o poeta e empresário Carlos Estevam (Carito) destacou o amor com que o evento foi imaginado e agradeceu a participação da comunidade que “poeticamente atendeu o chamado da poesia”, participando de forma maciça no evento que irá “revelar no futuro grandes e promissores poetas”.

O homenageado Mirabô Dantas, que tem músicas gravadas por vários artistas importantes da MPB, como Fagner, Elba Ramalho e Terezinha de Jesus, destacou que “ficou honrado com a homenagem, principalmente por ter nascido na região, em Areia Branca, sendo que desde menino tinha o latente sonho de ser um poeta e músico”. Continuou, dizendo “Acho lindo a participação de todos, inclusive das crianças, pois é difícil começar e a insistência é importante, assim como foi importante o tema dado, que era falar sobre o local onde se mora”. Enfatizou que quem não havia sido premiado este ano poderia ser o próximo ganhador no ano vindouro. Finalizou suas palavras ressaltando, já emocionado: “Achei legal. Fiquei feliz.”.

O jornalista e poeta Cid Augusto destacou: “Senti uma poesia maravilhosa por aqui. Até da janela, olhando o mar, senti poesia por aqui. Senti, também, um grande calor humano porque vocês acreditaram na arte. Agradeço por estar aqui com vocês, que são todos vitoriosos. Sintam-se incluídos. Incluídos, inclusive, na beleza da Ponta do Mel”. Encerrou.

O produtor cultural e poeta Gustavo Luz ressaltou: “Continuem, escrevam, porque vocês todos surpreenderam a nós que tivemos que nos debruçar com muita atenção para podermos escolher o que consideramos as melhores poesias. Mas, todas serão publicadas pela nossa editora, a Queima-Bucha. Parabéns a todos”.

O poeta e escritor natalense Pablo Capistrano disse: “A literatura me trouxe muita coisa boa, inclusive transformou a minha vida. Isso começou aos 14 anos de idade. Quando escrevemos, abrimos a nossa mente. Estamos num lugar e em todos os lugares do mundo. E isso é uma riqueza. O resultado de um concurso é o que menos importa. O que importa é que escrevendo a gente muda a vida. Espero que Ponta do Mel vire um pólo de escritores e poetas’.

Um bate-papo que virou entrevista

Conversei com o idealizador do concurso, Carlos Estevam (Carito), 42, enquanto apreciávamos a beleza da Ponta do Mel, numa das mesas do restaurante de sua pousada. Ele estava feliz, contente por começar a incentivar a cultura local. “Para mim o importante é que a região cresça e sobreviva sem agressões ao meio ambiente. Que se desenvolva de forma sustentada. Acho que o estímulo à cultura é um dos caminhos para que as mentes se abram. Antes, as pessoas não vislumbravam futuro aqui. Hoje, já vêem com mais vigor a sua terra e percebem que podem sobreviver onde nasceram”.

- O Mossoroense: E aí, como tudo começou?

- Carlos Estevam (Carito): Quando cheguei a Ponta do Mel, foi nocaute à primeira vista. Eu já havia morado na Europa e aprendi a valorizar nossa terra Brasil. Como disse, me apaixonei por Ponta do Mel.

- O Mossoroense: Quando você veio para Ponta do Mel definitivamente?

- Carlos Estevam (Carito): Eu tinha começado a namorar com a minha hoje esposa Joane, que me apresentou ao dia…

- O Mossoroense: … apresentou ao dia? (Risos)

- Carlos Estevam (Carito): Sim (ainda rindo), naquele tempo eu somente era da noite. Tocava em conjuntos de rock e vivia mais na noite. Gostava da noite. Dormia de dia. Por causa dela, comecei a desbravar o dia e a viajar pelo Estado a bordo de um jipe, um Lada Niva. Na verdade, com a ajuda de Joane, fui em busca do meu estado de espírito (risos).

- O Mossoroense: Então você rodou muito…

- Carlos Estevam (Carito): Um bocado. Conheci todo o extremo norte do Estado. Vi muita coisa bonita, mas o meu coração já estava inclinado por Ponta do Mel. Eu tinha (tenho!) fascinação por este lugar, para mim, mítico. Cheguei e fiquei.

- O Mossoroense: Então você já pensava em montar uma pousada tipo Eco Resort?

- Carlos Estevam (Carito): Não. Eu sou arquiteto, mas não estava satisfeito com o que eu estava fazendo. Então, conversei com meu irmão, João Helder, que é advogado, para iniciarmos um negócio. Pesquisei muitos ramos. Quando vi Ponta do Mel fiz um projeto de uma pousada e com ele debaixo do braço fui conversar com meu irmão. Quando cheguei, começamos a conversar sobre os nossos planos – e com o projeto ‘caladinho’ ao meu lado -, até que ele falou que tinha interesse em ecoturismo. Tudo estava conspirando (sorriu). Desenrolei o projeto e mostrei a ele.

- O Mossoroense: Depois disso, ‘montou’ novamente no jipe…

- Carlos Estevam (Carito): Isso mesmo! Pedi demissão da UFRN, vim para Ponta do Mel e aluguei uma casa no povoado. O povo daqui achava estranhíssimo eu e Joane – já estávamos casados – perambulando por aqui. Não entendiam nada, achavam que a gente não tinha muito ‘gosto’ ou, quem sabe, juízo (risos). Depois comecei a construir a pousada e isso durou três anos. Há cinco funcionamos e já recebemos várias distinções do Sebrae. Atualmente dou palestras sobre a nossa vitoriosa experiência em outros estados.

- O Mossoroense: O poeta fincou raízes?

- Carlos Estevam (Carito): É verdade. Trouxe para essa terra a minha identidade artística. Finquei-a aqui, olhando esse mar, essa paz.

- O Mossoroense: O que esse concurso representa para o poeta Carito?

Ele parou um pouco, enquanto olhava para o mar e me servia uma taça de vinho, depois, olhos brilhantes, respondeu:

- Carlos Estevam (Carito): Sabe Léo, através desse concurso e de outras ações culturais que pretendo implementar, devolvo todo o aconchego que recebi desse povo maravilhoso, poético. Digo mais, meus clientes elogiam os meus funcionários, que são todos nativos, e eu digo apenas que burilamos uma natureza especial dos filhos da Ponta do Mel. Não geramos apenas empregos. Devolvemos a auto-estima. Geramos visibilidade e eles garantem a sustentabilidade da região. Outras edições do concurso irão acontecer e tenho certeza de que daqui podem sair grandes poetas e escritores.

Os vencedores foram os seguintes:

Ponta do Mel:

1º Lugar: Aurineide Batista de Souza Câmara, 40. Título: Você é Mel.
2º Lugar: Allana Carla de O. Nascimento, 11. Título: A Origem e o Desbravador.
3º Lugar: Jalisson Bruno Pereira da Silva e Nelson Paulo da Silva Neto, 11 e 9. Título: O Barco.

Rosado:

1º Lugar: Josivan Lopes da Silva, 24. Título: A Nossa História é Assim.

Redonda:

1º Lugar: Rejane Cláudia, 26. Título: Amada Redonda.

Todos os classificados receberam um incentivo de 300 reais e todas as poesias que participaram inclusive as que não foram classificadas serão publicadas em livro pela Editora Queima-Bucha e publicadas num caderno especial deste jornal próximo domingo.

Juri reunido e concentrado

O homenageado: Mirabô Dantas

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04.05.2006 por Carito


A invernada traz alegria para as terras secas e alaga a esperança de outras gentes. Aqui no sertão-mar do oeste potiguar vejo tudo verdejar. E na televisão os jornais noticiam a inundação de moradias em regiões amazônicas e afins nesses confins de um mundo chamado Brasil de cantos, encantos e espantos, ainda desconhecido para tantos…

SOBRE
VIVENTES

a água me grita
e a casa
me palafita!

Carito

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02.05.2006 por Carito

JARDIM ELÉTRICO

Plantei no jardim da minha cabeça
Uma eletrocefalo
Grama

Carito

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