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Blog

A galinhagem francesa e o frango italiano

09.04.2012 por Carito

Não sei se aqueles franceses eram realmente chatos, cheios de frescuras. Ou se isso foi implantado na minha cabeça pela máfia italiana. É fácil estereotipar e dizer que os italianos são mafiosos, os franceses são chatos e os brasileiros são malandros, por exemplo.

Talvez aquele casal de franceses fosse apenas um casal tímido. Mas quem tem fama deita na cama. Quem deitou na cama foi o frango. Mas isso eu conto depois.

O trem cruzava a frança e assim que os franceses desceram os dois italianos me perguntaram:

- Francese?

- No. Respondi. Brasiliano.

A cabine do trem entrou a festa! Agora éramos três: um brasileiro (eu) e dois italianos (tio e sobrinho). O tio e o sobrinho começaram a xingar os franceses e comemorar o fato de eu ser brasileiro.

Agora tenho que fazer uma espécie de “parágrafo-parênteses”. Vale lembrar que a minha formação francesa quase por osmose, através da minha mãe, sempre me fez admirar os pintores franceses (principalmente os impressionistas), os poetas franceses (Rimbaud, Verlaine, Baudelaire)… Depois, pela minha própria conta e risco, a arquitetura francesa (Le Corbusier), o cinema francês (Jean Renoir, Eric Rohmer, Claude Chabrol, Louis Malle, Truffaut, Resnais, Bresson e tantos outros), sempre me senti próximo a Isabelle Huppert, Brigite Bardot, Catherine Deneuve, Isabelle Adjani, Miou-Miou, Jeanne Moreau, Juliette Binoche… Até uma simples propaganda aumentava minha paixão: “Jacqueline Bisset usa Lux De Luxo”. E assim continuo na contemporaneidade: adoro o duo Frances Air, adoro o ator Romain Duris, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg… E desde a primeira vez que vi Mélanie Laurent foi amor ao primeiro filme! Fico até sem fôlego! Pois bem. Mas na primeira vez que fui a Paris em 1988, saído de Madrid, no ônibus a guia já falava da dificuldade dos franceses para com os turistas, e da campanha que estava sendo realizada em Paris para os franceses tratarem melhor seus visitantes. Não teve jeito. Lá na Torre Eiffel fui empurrado pelo guarda que dizia “gentilmente”: S’il vous plaît! Talvez por isso o comportamento dos italianos que só não chamaram os franceses de santos depois que eles desceram do trem. Muitos falam da tal linhagem francesa, mas existe também a tal galinhagem francesa.

Então voltando ao trem com os italianos. Isso foi em 1995. Eu estava indo de Firenze para Madrid, dois dias de trem. E no começo éramos cinco na cabine: eu, os dois italianos e o casal francês. Realmente a cabine era um túmulo até o casal francês descer. E como eu já disse, não sei se o casal era mesmo antipático ou essa memória foi implantada pelos simpáticos italianos, que ao saber que eu era brasileiro tiraram umas cervejas de uma bolsa, me ofereceram uma, e de repente colocaram em cima de uma das camas da cabine um… embrulho! Algo enrolado com papel de embrulho, algo grande. Era simplesmente um… frango!

- Qui si deve mangiare! Qui si deve mangiare!

Até Madrid foi uma esculhambação. Rimos muito e até virei professor de espanhol para os italianos. Como eu não sei. Com meu italiano macarrônico e meu espanhol já quase esquecido fiquei traduzindo coisas como:

- Como é mulher em espanhol?

Tio e sobrinho estavam indo morar no Canadá, em busca de uma vida melhor. E foram a Espanha fazer uma viagem de despedida, em busca de voos mais altos.

Asas pra que te quero! E tome frango!

Carito

P.S.: Abaixo, algumas fotos da viagem:

VIAGEM DE TREM FIRENZE-MADRID 1995 (fotos de Carito)

Acima: em algum lugar no meio da viagem... Abaixo: já em Madrid, reencontrando os amigos Sakina e Alberto, em 1995.

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Postando postes

09.04.2012 por Carito

Postando postes (Foto de Carito)

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Conversa entre tio e sobrinho

04.04.2012 por Carito

- Rapaz, traga esses 2 discos pra mim de Buenos Aires que eu pago quando você chegar…

- maluco ta ai o link , acho dificil lah ser mais em conta http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4043998/making-mirrors-digipack/?PAC_ID=25371
e o outro eu ja gravei pra vc, vc qr o original eh?? n achei no brasil, mas vindo dos eua deu 21 dolares, o q da menos de 40 reais. se eu achar por um valor menor q esse eu compro , se n acho melhor comprar pela internet. vc tah no seculo XXI rapaz, n eh mais a claustrofobica decada de 80 vivida neste burgo onde soh era possivel encontrar coisas boas alem-mar, o mundo está aos seus pes!!! enjoy! =)

- sou muito humilde… rsrs… para o mundo estar a meus pés… traga os discos que é melhor… rsrs…

- kkkk tem na saraiva o de gotye rpz, 30 reais. esse eu n trago n. o outro eu trago naquele preco. heheheh alias se achar o de gotye mais barato trago tb. mas acho dificil. o brasil agora eh uma terra de oportunidades.

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Minha homenagem a Chico Anysio

24.03.2012 por Carito

Chico Anysio era um gênio. E teve uma época que eu era viciado em Chico.

Lembro que nos veraneios nos anos 70, a nossa casa em Pirangi era espartana mesmo – uma única lâmpada a gás no alto da sala iluminando toda a casa que não tinha laje, uma cacimba onde a gente “puxava” o balde com água, enfim, tudo muito simples. Protagonista mesmo era a praia, o vento, as tainhas pulando no mar, saltando da rede dos pescadores. Ah! Lembro-me da rede “armada” pra cima, com paus, para as tainhas não passarem. Mas muitas passavam. As que ficavam, ficavam cintilando, prateadas, se bulindo nos balaios dos pescadores que as vendiam ali mesmo, na praia, para nós, os veranistas que tinham simplesmente a natureza da praia como principal atração, como verdadeiro motivo de estar ali.

E assim, como a casa espartana, aqueles pescadores eram como guerreiros de Esparta e saíam à luta todos os dias. Dias também atenienses, cheios de luz, de filosofia de beira de praia, de histórias e estórias, de muita imaginação. Criança, e depois adolescente, eu tomava banho de mar, caminhava na praia, e brincava com meu irmão mais novo Mário Ivo, e com os vizinhos de veraneio: de cavar pocinho na beira da praia, de barquinho a vela, de carrinho, brincava de ser gente grande, de surfar em prancha de isopor, tantas coisas.

E por que estou contando tudo isso?

Não lembro exatamente quando chegou a energia, mas nossa casa continuou parecida. Na casa dos pais dos amiguinhos que veraneavam próximo chegou televisão. Eu não liguei muito. Eu podia ter tv quando voltasse para Natal. Mas aquela vida mágica do veraneio eu não teria. Por isso eu tinha que aproveitar ao máximo as coisas do veraneio.

Só uma coisa do “mundo de lá” (do mundo da cidade) me fez deixar um pouco aquelas coisas da praia – muitas invisíveis e sem nome. Sabem o que foi? Chico Anysio na tv da casa dos meus amiguinhos. Não sei se era Globo ou Tupi, se era Chico City… Só sei que fiquei fascinado e logo viciado em todos aqueles personagens que invadiram, também magicamente, meu veraneio. E desde ali, também em livros de Chico, no disco “Baiano e os Novos Caetanos”, em vários programas de tv, eles me acompanharam na vida…

É mentira, Terta?

Carito

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Fotos do show

18.03.2012 por Carito

Fotos do show d’Os Poetas Elétricos – A Queda – Casa da Ribeira – 17/03/2012 – By Auridan Trindade

NOSSO MUITO OBRIGADO!

Veja mais fotos do show aqui:

http://www.flickr.com/photos/auridan/sets/72157629243481622/

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É HOJE!

16.03.2012 por Carito

http://www.diariodenatal.com.br/2012/03/16/muito1_0.php

http://tribunadonorte.com.br/noticia/experiencias-imersas-em-musica-e-poesia/215023

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POESIA-ROCK!

14.03.2012 por Carito

0 Comente

ROCK-POESIA!

13.03.2012 por Carito

0 Comente

Os Poetas Elétricos essa semana na Casa da Ribeira!

13.03.2012 por Carito

16 E 17 DE MARÇO, SEXTA E SÁBADO, 20H.

LANÇAMENTO DO NOVO CD!

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Noturnos

10.03.2012 por Carito

Caros amigos e amigas:

Eis o novo filme que dirigi em parceria com Joca Soares: NOTURNOS.

A partir de poemas de Nina Rizzi.

Direção e fotografia: Carito Cavalcanti e Joca Soares.
Roteiro: Carito Cavalcanti.
Edição e finalização: Joca Soares.
Voz e poemas: Nina Rizzi.
Trilha sonora: Paolo Bruno / Sami Tarik Soares e Dudu Campos.
Participações: Michelle Régis, Monique Moura, Renata Marques, Civone Medeiros, Tassia Consulin, Cia. Shaman Tribal, Adélia Danielli, Joane Luiza.
Produção musical da trilha de Paolo Bruno: Vlamir Cruz (Ícone Studio).
Apoio: Mudernage.
Produção e realização: PRAIEIRA FILMES 2012.

Enjoy it! Há braços! Há filmes!

Carito

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