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Blog

Ela tirando onda…

26.06.2012 por Carito

Ela tirando onda
Transformou
O mar em lagoa.

Carito

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A água grita…

26.06.2012 por Carito

A água grita
Quando servida
Em tigela de berro.

Carito

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Fecho os olhos:

25.06.2012 por Carito

Fecho os olhos:
Abrolhos!
Viajo num piscar de ilhas.

Carito

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no ar…

12.06.2012 por Carito

no ar parado
o bigode aparado
de filme noir.

carito

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Quero fazer poesia sobre as manchas na parede…

08.06.2012 por Carito

Quero fazer poesia sobre as manchas na parede
Sobre a sujeira no meio fio
Sobre a lâmpada queimada esquecida
(faz anos que ela está ali e ninguém a troca)
Sobre os restos dos papéis no estômago das traças
Sobre os lugares no meio da viagem sem nome e parada
Sobre o pé de jambo e o vento de julho varrendo a pequena rua
Sobre o feriado que mora dentro de mim
Sobre a indecisão da menina entre dois amores
Sobre amizade colorida e filmes preto&branco
Sobre o filme não entendido
Sobre línguas mortas e tempos mortos
Sobre o que não está pronto
Sobre quando estou tonto
Sobre o que não serve pra nada.

Carito

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O ESPIÃO QUE SABIA DO MAR

02.06.2012 por Carito

Todos os dias ele acordava cedo para espiar o mar.

Os peixes, se sentindo observados, tentavam disfarçar.

Mas não tinha jeito: acabavam caindo na rede do espião. Ele subia no observatório na beira da praia, e ao emitir um som em um búzio mandava uma mensagem cifrada aos outros agentes: sigam aquele peixe! A esse espião que sabia do mar, um dia deram o nome de pescador.

Carito

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Mais Histórias da Patagônia: O Admirável Planeta Gelo!

29.05.2012 por Carito

Glaciar Perito Moreno (Foto de Carito)

Ao descermos do avião Joane exclamou:

- É como viver em um freezer!

Nossa guia Fátima, no ônibus para o Glaciar Perito Moreno (Foto de Joane)

Estávamos na Patagônia Argentina, em El Calafate. No outro dia após nossa chegada, enquanto o ônibus se dirigia ao Glaciar Perito Moreno, Fátima, nossa guia, falava sobre o Glaciar Perito Moreno e outras geleiras da Patagônia, e também oferecia outras excursões. Uma delas era para caminhar sobre o gelo. O ônibus parou na estrada, em um mirante, de onde o Glaciar Perito Moreno parece mais um pôster daqueles que sempre estiveram nas paredes do inconsciente coletivo.

Glaciar Perito Moreno, visto desde o mirante, na estrada de El Calafate para o Glaciar Perito Moreno (Foto de Joane)

Nesse momento, onde todos desceram para bater fotos, notei que Fátima conversava com um dos passageiros que se interessava por uma excursão extra. Vi que o senhor terminou de fumar seu cigarro e jogou a piúba no chão. Nessa hora, Fátima chamou a atenção do senhor que jogou a piúba no chão, e ainda pediu para ele apanhar sua piúba e guardá-la. Fátima não teve medo de perder sua venda, não teve medo de chamar a atenção do senhor… Enfim, essa mentalidade e entendimento de ecoturismo de verdade, sério, é comum em todos os guias da Patagônia, tanto Argentina quanto Chilena.

O Glaciar Perito Moreno com as passarelas (Foto de Carito)

O Glaciar Perito Moreno e as passarelas (Foto de Carito)

Chegando ao Glaciar Perito Moreno, eu e Joane pudemos caminhar com calma pelas passarelas que nos deixaram bem próximos ao glaciar, e vimos o espetáculo dos blocos de gelo se desprendendo, caindo bem na nossa frente. Depois fizemos um “Safári Náutico” muito legal, quando nos aproximamos do Perito Moreno de barco. Choveu, mas não arredamos o pé do andar de cima do barco, sem cobertura. Um vento de lascar e um frio de congelar nos excitaram ainda mais – a fissura de aproveitar cada momento naquele literalmente fim de mundo era maior.

O espetáculo dos blocos de gelo se desprendendo do Glaciar (Foto de Carito)

Eu e Joane no "Safári Náutico" para o Glaciar Perito Moreno

Em tempo: Perito Moreno, como o nome está dizendo, foi um perito argentino (cientista, naturalista e explorador) muito importante para a preservação da Patagônia Argentina. Inclusive, doou terras para criar o Parque Nacional Nahuel Huapi, primeiro parque nacional da Argentina. A história de Francisco Pascasio Moreno é uma história que vale a pena aprofundar depois. Como também vale a pena ir mais fundo na história do gelo e entender porque o vemos na cor azul. Aguarde novo post!

Glaciar Viedma (Foto de Carito)

E você pode me perguntar… Se caminhamos no gelo? Não ainda ali. Por um lado foi bom, pois pudemos curtir o Glaciar Perito Moreno em um tempo lento que a atmosfera do lugar parecia pedir. Mas depois que fomos embora de El Calafate isso não me saiu da cabeça: como não caminhamos no gelo? A verdade é que o fim do mundo dá muitas voltas e quando estivemos dias depois em outro Glaciar, no Glaciar Viedma (o maior da Argentina, com uma superfície de 978 Km quadrados, abrangendo Argentina e Chile), pudemos realizar essa aventura de outro planeta: o “Planeta Gelo”, onde brindamos a incrível façanha de caminhar no gelo com um licor. Detalhe: um licor com gelo do glaciar de 400 mil anos!

Carito

Mais fotos dos Glaciares Perito Moreno e Viedma:

A estrada de El Calafate para o Glaciar Perito Moreno (Foto de Joane)

Eu na estrada - no Mirante para o Glaciar Perito Moreno (Foto de Joane)

Joane na estrada - no Mirante para o Glaciar Perito Moreno (Foto de Carito)

Glaciar Perito Moreno (Foto de Joane)

Glaciar Perito Moreno e o Lago Argentino (Foto de Joane)

Eu e Joane nas passarelas do Glaciar Perito Moreno

Joane nas passarelas do Glaciar Perito Moreno - vista para um mundo impressionante!

Joane , o Glaciar Perito Moreno e o Lago Argentino (Foto de Carito)

Glaciar Perito Moreno - são muitos contrastes de belezas impressionantes! (Foto de Carito)

Glaciar Perito Moreno - o admirável mundo gelo! (Foto de Carito)

O Glaciar Perito Moreno visto desde o barco do "Safári Náutico" (Foto de Carito)

Joane no Glaciar Viedma (Foto de Carito)

Eu no Glaciar Viedma (Foto de Joane)

P.S.: Viajamos pela operadora VENTURAS & AVENTURAS. Nós recomendamos!

7 Comentários

Lugares transformistas

29.05.2012 por Carito

Tenho uma amiga que falava que o filho dela era transformista. Explico.

É que o menino era meio de veneta quando era pequeno, tinha lundu, e quando ele ficava de mau humor ela dizia: ligue não! Ele é assim mesmo. Ele é transformista!

Brincadeirinha dela, claro. Humor “diferenciado”.

E vou usar essa tiração de onda da minha amiga para tirar uma onda aqui nesse post.

Vou chamar de lugares transformistas os lugares que transformam.

Como nos filmes “Passagem para a Índia”, “Narciso Negro” e “Deserto dos Tártaros”.

Cavernas de Marabar - Cena do filme "Passagem para a Índia", de David Lean, 1984

Em “Passagem para a Índia”:

Adela queria sair daquela. Daquela onda de Índia estereotipada. E para conhecer a verdadeira Índia, conheceu uma verdadeira onda, de mistério, ao excursionar nas cavernas de Marabar. O que aconteceu nas cavernas de Marabar? Algo estranho, de tirar o fôlego, que fez Adela sair da caverna e entrar numas. De acusar o guia, Dr. Azib, um afável médico indiano, de tentar violentá-la. Entrou em choque, cultural. Entrou em choque, entrou na caverna, a Índia lhe passou a perna? Marabar é um lugar transformista? Lugar estranho, de tirar o fôlego.

Montanha Mopu - Cena do filme "Narciso Negro", de Michael Powell e Emeric Pressburger, 1947

Em “Narciso Negro”:

Uma montanha de incertezas e desejos proibidos. Ação/desola/ação. O antigo conflito entre o espírito e a carne é despertado pelo lugar. O clima (o vento no convento é mais que uma aliteração minha), o passado erótico do palácio, tudo ali mexe com as freiras que lutam para estabelecer uma escola no alto da montanha Mopu. O imã do Himalaia (é mais do que uma atração minha por trocadilhos) e freiras à beira de um precipício de nervos: há rito, há grito, no ar tormentado. A montanha Mopu é um lugar transformista? Lugar estranho, de tirar o fôlego.

Cidadela de Arg-é Bam - Cena do filme “Deserto dos Tártaros”, de Valerio Zurlini, 1976

Em “Deserto dos Tártaros”:

Cinema de não-ação. Giovanni Drogo é o nome do soldado, personagem principal de uma grande metáfora. Drogo tem uma droga (é mais que um jogo de palavras de gosto duvidoso): a espera. A espera de uma ameaça invisível vai lhe anestesiando. A rotina no forte situado em uma fronteira morta altera sua retina. E a retina altera a sua rotina. Longe e perto: o deserto. Tudo se mistura na escolha de Drogo, na encolha de Drogo: ficar naquela. Naquela paisagem de tirar o fôlego! Quem espera sempre cansa. Está provado na canção: quem espera nunca alcança. Segundo o site CINE REPORTER, o diretor Valerio Zurlini “precisava encontrar algum tipo de fortificação medieval abandonada no deserto para recriar, na telona, o Forte Bastiani – construção militar situada no limite oriental do império austro-húngaro, onde se passa a maior parte da ação, no ano de 1907. Pesquisando, ele encontrou a cidadela de Arg-é Bam, no Irã, uma intrincada rede de habitações de argila de 180 mil metros quadrados, construída 500 anos antes de Cristo e abandonada em 1850, após um terremoto. O lugar se revelaria perfeito para a intenção de evocar nos espectadores, através de impressionantes tomadas panorâmicas do deserto, a tensão pela espera por um inimigo invisível”. Uma longa espera. De tirar o fôlego. Um longo deserto. De tirar o fôlego. A cidadela de Arg-é Bam é um lugar transformista? Lugar estranho, de tirar o fôlego.

As cavernas de Marabar…

…a montanha Mopu…

… a cidadela de Arg-é Bam…

Lugares dramáticos pela sua própria natureza? Assustadoramente belos? Transformistas?

Aqui, nesse caso, a pergunta que quer calar. De tirar o fôlego.

Carito

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Alguns poemas de Sinhá

28.05.2012 por Carito

quero estar
à beira do rio
que cai
dos teus olhos.

*

barulho
rasga pano,
lâmina,
espero você
até o último
cubo de gelo
derreter.

*

ele vira a esquina
batuca
a caixa de cigarros,
faz samba pra fumar.
do seu alto
caem sopros
de mulheres
que o adoram
feito um deus
de rua.

*

você
esquentou
aqui dentro
das minhas
roupas
de pele.

*

queria caber dentro de uma caixa,
queria que todas as minhas coisas
coubessem dentro de uma caixa,
queria ser pouco, queria ser menos,
mas já me espalhei tanto
que todo lugar me tem.

*

meu amor tá perdido,
pedindo abrigo,
café em copo americano,
pão de ontem.

*

pela rua
esqueço de fechar o vestido,
agora tudo parece tão besta
o acaso rasgando
meus panos
pele
muros de pedra
capas de discos.

*

escrevo
porque palavras são o que nos restam quando longe.
e longe tenho estado de mim.

( Eveline “Sinhá” – Do livro DEVOLVA MEU LADO DE DENTRO)

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HOJE!

22.05.2012 por Carito

lançamento do livro “devolva meu lado de dentro” de sinhá.
lançamento em natal, terça, 22 de maio de 2012, 20h, na casa da ribeira, rua frei miguelinho, 52, ribeira, natal, rn.

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