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Biografia

RETRATO DO ARTISTA QUANDO AUTOBIOGRAFADO

Meu pai e eu.

·    Na noite de ano novo do ano de 1964, às mais ou menos duas ou três da manhã eu nasci: Carlos Estevam Dantas Cavalcanti. Primeiro de janeiro de 1964, ano do golpe, filho do golpe, mas muito mais filho de meus pais – Jessé Dantas Cavalcanti e Maria Crinaura Dantas Cavalcanti. Duas pessoas sensíveis e de muito amor. Sou filho da poesia. Pouco antes de eu nascer, durante os fogos da meia-noite minha mãe caminhava nos jardins da casa comigo na barriga. Perto de eu fazer 25 anos, em dezembro de 1988, eu morava na Europa e estava em Toulouse indo passar o ano novo nos alpes franceses, e minha mãe encontrou um jeito de fazer chegar a tempo, na casa onde eu estava de passagem, uma carta-poema em forma de estrela contando esse momento. “Meu filho, você vai fazer ¼ de século”…

1/4 de século na França - 01/01/1989

·    Sou filho de professores universitários, com o privilégio de ter uma família sempre interessada em arte, cultura, natureza e viagens, a partir da educação dos nossos pais. Somos 04 irmãos de muita personalidade. Cresci numa rua muito bacana, bucólica, simpática, com sombras de árvores, silêncio e vento varrendo… com amigos de rua que gostavam de música, poesia, aventura…

Família reunida - Da esquerda para a direita: minha mãe, eu abraçado ao meu pai, meu irmão João Hélder acima, meu irmão Mário Ivo abaixo e minha irmã Ana Célia.

·    O apelido de Carito, que depois virou também meu pseudônimo artístico, foi dado por uma amiga da minha mãe quando eu era ainda bebê. A amiga da minha mãe dava uma força a ela, cuidando de mim quando minha mãe ia trabalhar.

Minha mãe em foto do meu tio Dú

·    Vou colocar aqui na biografia algumas coisas que peguei do meu currículo. A princípio achei que ia ficar estranho eu ficar dizendo: “Eu nasci… Eu fiz isso e aquilo”… Mas também fazer de conta que não fui eu que escrevi a biografia e colocar tudo na terceira pessoa também ia ficar meio esquisito, tipo: “É brasileiro, nasceu em Natal – RN, casado, etc”. Então acessando o site do meu ídolo Jorge Mautner vi que ele coloca tudo na primeira pessoa mesmo. Então lá vai… Continuando:

·    Durante um tempo fiquei imitando Raul Seixas ao dizer que eu era um ator… E representava alguns papéis como poeta, músico, arquiteto, videomaker e empresário. Acho que dizer que sou um ator ainda é um bom caminho pra me sair dessa. Queria ter escrito esse poema de Ferreira Gullar – Traduzir-se:

“Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?”

·    Poder ser outro(s) foi uma das boas coisas na minha experiência com o teatro. Às vezes digo que sou dublê de algumas coisas. Gosto de uma frase de Chacal que diz mais ou menos assim: “Especialistas no mundo não faltam, por isso tornei-me livre atirador em assuntos vários”. Ou aquela do poeta que diz: “Eu não sou um – sou trezentos”. Então continuando a revelar mais alguns desses meus eus:

·    Sou formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (turma de 1985).

·    Trabalhei como arquiteto da UFRN de 1985 a 1999.

·    Sou arquiteto autônomo.

Projeto de Casa de Campo - Projeto que realizei em parceria com o arquiteto e amigo Paulo Araújo.

·    Ah! Também gosto de um pensamento de Niemeyer que diz que o mais importante na arquitetura são os espaços vazios.

·    Fui vocalista das bandas de rock natalenses “Fluidos” (de 1982 a 1985) e “Modus Vivendi” (de 1986 a 1999).

No Fluidos

No Modus Vivendi

·    Sou vocalista, performer, letrista, poeta e diretor artístico do grupo experimental de música e poesia “Os Poetas Elétricos” (oficialmente desde 2004, mas o projeto plantou suas sementes em meados dos anos 90, quando eu e Edu Gomez demos início aos experimentos).

Os Poetas Elétricos: Edu Gomez e eu (Foto de Giovanni Sérgio)

·    Fiz pós-graduação em “Teoria e História da Arquitetura” pela Universidad Politécnica de Madrid, Espanha, no final dos anos 80.

·    Tenho especialização em “Ensino de Arte” pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, nos anos 90.

·    Participei do livro de poesias e contos “Melhor de Três” junto com os poetas Flávio Rezende e Mário Henrique Araújo, em 1988.

·    Fiz vários cursos e oficinas de teatro, incluindo “O Trabalho do Ator I e II”, com o Prof. Marcos Bulhões, nos anos 90, na UFRN.

·    Fui ator, assistente de direção e diretor musical da “Stabanada Cia. de Teatro”, nos anos 90.

·    Participei de exposições de fotografia nos anos 90.

·    Fiz curso de videomaker no NAC (Núcleo de Arte e Cultura) na UFRN, anos 80.

·    Realizei e realizo vídeos experimentais.

Filmagem do videoclipe "Estirado no Estirâncio" - Eu e Júlio Castro, com George Holanda ao fundo (dezembro de 2009).

·    Fiz o curso de “Multimeios” com Paulo Bruscky, no NAC, na UFRN, anos 80.

·    Fiz o curso “Desenhando com o lado direito do cérebro” com o professor e artista plástico Flávio Freitas, nos anos 80.

·    Fiz o curso de História da Arte com o professor Franco Maria Jazzielo na Fundação José Augusto, nos anos 90.

.    Participei do seminário sobre Semiótica ministrado por Décio Pignatari na UFRN… Não lembro quando foi esse seminário, mas lembro que ele disse que uma pessoa pode enriquecer mais sua área com a área dos outros do que com sua própria área… Estou sempre prestigiando eventos como o atual ENE (Encontro Nacional de Escritores), etc… E desconfio muito dessa história de sempre dizer que em Natal nunca tem o que se fazer… Enfim, fiz vários cursos e seminários na área de arquitetura, arte e cultura, turismo, empreendedorismo e gestão empresarial.

Programa do evento "Haroldo de Campos Hommage", realizado no Espaço Cultural Babilônia (Vila de Ponta Negra, Natal - RN, 15 de setembro de 1992) - Leitura poético/sonora de fragmentos de GALÁXIAS. Eu e Edu Gomez participamos com o fragmento "e começo aqui", utilizando voz, guitarra e bateria eletrônica.

·    Escrevi e escrevo para jornais, fanzines, blogs, etc, na área de cultura e ecoturismo. Publiquei textos e poemas em jornais culturais como “O Galo” e “Delírio Urbano”, além de outros jornais como Tribuna do Norte e Diário de Natal. Colaborei com os sites “Queima Bucha” e “Velvet Discos”. Escrevi durante alguns anos quase que diariamente no blog hospedado no site www.ospoetaseletricos.com.br que agora transferi para esse site pessoal.

·    Participei de livros da Sociedade dos Poetas Vivos & Afins.

·    Participei do livro “corpo e alma em verso e prosa – coletânea de autores blogueiros” (São Paulo/SP – 2006).

·    Proferi várias palestras sobre turismo e desenvolvimento sustentável, em Natal, Areia Branca, Porto do Mangue, Mossoró, Fortaleza, etc. Fui convidado pelo Sebrae Nacional para ministrar palestra em Roraima, em Seminário sobre Turismo Sustentável em 2006.

·    Morei quase 10 anos na praia de Ponta do Mel, Areia Branca – RN, estando à frente do Costa Branca Eco Resort, em sociedade com meu irmão João Hélder Dantas Cavalcanti.

Eu e minha companheira Joane em Ponta do Mel (Foto de Giovanni Sérgio)

·    Fui palestrante do Ciclo “O Universo das Linguagens”, sobre “A Linguagem Musical”, na SBPC, em Natal/2010.

.    Participei do livro “Linguagens” (UFRN / Casa das Musas – 2010) com o texto “De ouvidos (e olhos) bem abertos: ‘vendo’ música em tudo!”

Convite do lançamento do livro "Linguagens".

.    Participei da II Flipipa (segunda feira literária da Pipa, fazendo uma palestra na mesa “Jornalismo e Cultura nas Redes Sociais”).

·    Fui várias vezes jurado do Festival MPBeco (a gente brincava dizendo que era “jurado de morte”).

·    Fiz muita boemia quando mais jovem, na profaníssima trindade sex, drugs & rock’n’roll, mas depois dos quarenta intensifiquei mais meu lado saúde: atualmente corro, pedalo, e às vezes até durmo cedo. Dizem que a virtude está no meio. Não sei se no meio da vida… Talvez até no meio-fio. Certa vez fiquei viajando em um determinado meio-fio em Madrid e achei que ele era meu ponto turístico principal na cidade. Voltei a Madrid anos depois e o meio-fio estava lá – com aquelas manchas e sujeiras anônimas amigas. Não sei se era arte abstrata, mas o meio-fio era concreto, em vários sentidos.

Eu em Madrid (Foto do mano Mário Ivo / 1988)

·    E gosto muito de cinema. Viva Antonioni! Alugo filmes todos os fins de semana. Uma pena que não lembro direito dos filmes depois. Tô com problema de memória recente, com problema de memória decente… Tô com muita memória indecente!

·    Colaboro na administração da cachaça Papary, também trabalho com videos publicitários e criei junto com Joca Soares a produtora de videos “Praieira Filmes”…

·    Participei do projeto do poeta Carlos Gurgel “Toque de Colher Poemas”, que teve sua estréia no “Buraco da Catita” no dia 29 de setembro de 2010, com os poetas Pedro Quilles, Civone Medeiros, Renata Mar, Carlos Gurgel and myself.

A trupe do Toque de Colher Poemas - da esquerda para direita: Renatinha Mar, Pedro Quilles (mais atrás), eu, Gurgel e Civone Medeiros (Foto de Rodrigo Sena).

Eu na estréia do espetáculo do Toque de Colher Poemas - dia 29 de outubro de 2010, no Buraco da Catita (Foto de Rodrigo Sena).

.    Eu e Edu Gomez finalizamos o terceiro cd d’Os Poetas Elétricos que será lançado nos dias 16 e 17 de março de 2012, na Casa da Ribeira, às 20h, dentro do Proejto Cena Aberta.

.    Ah! Em fevereiro de 2011 fui para a Patagônia com Joane. Patagônia – leia-se: o fim do mundo, Terra do Fogo, Butch Cassidy, Charles Darwin, Fernão de Magalhães, Francis Drake, Carlos Sorin, Cristina Kirchner… Mas eu inventei que fui pra lá só pra filmar o videoclipe de “Inverno” – poemúsica inédita do novo cd d’Os Poetas Elétricos. Fui só pra isso… Eu levo a sério nossas brincadeiras:

INVERNO

O sol ranzinza
Acorda tarde
E cinza.

·    E estou preparando um livro de poemas para ser lançado através do selo “Jovens Escribas” (esse nome do selo me dá uma esperança de uma sobrevida melhor).

“NÃO FOSSE ISSO E ERA MENOS
NÃO FOSSE TANTO E ERA QUASE”

(Leminski)

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