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Blog

Agradecimentos em Clima de Felicidade, Ambiguidade, Pluralismo, Experimentalismo, Atitude e Reticências…

03.11.2005 por Carito


Caros internautas, amigos, fãs dOs Poetas Elétricos, companheiros da vid´arte… Estamos em um momento de muita satisfação e felicidade e queremos dividir isso com vocês. Esse texto é assinado pelos poelétricos Carito e Edu Gómez e pela nossa musa elétrica Michelle Régis. Michelle chegou de forma singular e acabou tornando-se a terceira pessoa do plural. Aí já veio a pergunta: Michelle Regis é integrante dOs Poetas Elétricos? Sim! Convidamos Michelle inicialmente para fazer uma pequena grande participação no nosso primeiro CD. Dizemos “pequena grande” porque não medimos as coisas desse jeito, por formas onde se pode contar assim, definir assado, com tanta objetividade e exatidão.

Por isso, não nos preocupamos muito com isso, e deixamos rolar nossa parceria de forma espontânea, como espontânea é a nossa forma de criação. Michelle acabou nos conquistando e vice-versos. Passou a compor conosco, andar conosco… E como diz o dito popular, “casou Tomé com Bebé”. Ou melhor, casou Michelle com Edu que já era muito amigo e parceiro de Carito e em vez de fechar o círculo, o círculo explodiu. De vida, de arte, de criação. Adoramos criar, compor, e com a ambigüidade natural – ou conquistada – podemos dizer com muita satisfação: é nos exilando que nos doamos para vocês! Estamos muito felizes com os nossos exílios e com as nossas doações. Conseguir fazer com que as idéias experimentais e subjetivas inquietadas há tanto tempo atrás (e consideradas por muitos como sem pé nem cabeça, mas para nós sempre com muito espírito lúdico), resultassem no nosso primeiro CD (o qual teve para nós, uma surpreendente repercussão e outros desdobramentos afins), é motivo de grande comemoração!!! Um prêmio nacional com 02 indicações e ótimos comentários em mídias especializadas de norte a sul do país, como a Revista Bravo, é motivo para deixar a falsa modéstia de lado e dizer com segurança o clichê: seja você mesmo e faça o que você tiver a fim! Depois vieram as buscas das linguagens ao vivo, onde sempre tivemos o privilégio de contar com um timaço de músicos amigos, sempre dispostos na doação do sanguinho novo, mesmo quando o ditado transfoma-se em “doa a quem doar”.

E a criação do segundo CD, que nos move, nos remove, nos absorve e nos absolve!!! E a tão esperada e batalhada aquisição dos nossos novos brinquedinhos eletrônicos, carinhosamente e estranhamente chamados por nós de “O Ovo de Alien” – mais um privilégio espacial de termos um maquinário assim, em um estúdio em uma fazenda, ou melhor: em uma refazenda!!! Para dar continuidade a essa gestação e renascimento que no nosso entender transcende a convencionismos – os quais não concordamos como ditadura de estilo, e sim, como apenas mais uma possibilidade de estalo, do estalo do ovo de alien. Acreditamos estar somando DIVERSIDADE à cena potiguar, com honestidade e verdade interior, sendo ou não poptiguar. Podemos numerar aqui dezenas dos nossos objetivos, mas como gostamos muito de efeitos – de sons, de palavras, de luzes, de imagens – preferimos refazer uma frase com efeito: não sabemos assim tão ao certo os nossos objetivos, mas sabemos muito dos nossos subjetivos! Essa ambigüidade, pluralismo, e diversidade na maneira de criar, compor, se expressar, se apresentar, na postura do palco, nos conceitos do trabalho em estúdio e ao vivo… enfim, nesse vazio fértil de inúmeras formas para brindar a liberdade de expressão e em todo o seu contexto, que transforma um texto de agradecimento também em manifesto.

Por fim, nesse momento especial onde também inauguramos nosso momento espacial internético por ocasião do lançamento dessa nossa home-page (desenvolvida de forma tão fantástica por Alexandre e Kênia – que também tirou lindas fotos do espetáculo), gostaríamos de agradecer mais uma vez a todos que foram – e/ou participaram de alguma forma – ao nosso recital-show na Casa da Ribeira, dentro do Projeto Cosern Musical. Para nós, foi um dos melhores concertos de nossas vidas. Pré-texto para um concerto eletro-sinfônico. Um teatro de palavras e sons, uma peça sem que se despeça. Densa dança da (c)alma na pista intimista. E diante do público aplaudindo de pé, nos procurando depois para falar infinitas coisas legais sobre o show, diante das fichas de avaliação que tivemos acesso onde os comentários são extremamente positivos em sua grande maioria, diante de tantos telefonemas, e-mails que ainda ecoam, nos sentimos acariciados por vocês, felizes por assim sentir que a apresentação foi um sucesso. E para coroar ainda mais esse momento, chegaram várias indicações ao Prêmio Hangar… pegando-nos em pleno vôo.


Então é isso. E também é aquilo! Estamos felizes em poder dividir essa alegria, mesmo quando pintamos uma arte melancólica e densa, em vez de dança. Mesmo quando quem dança é o espírito e não o corpo, mesmo quando quem ri é a alma e não a boca, mesmo quando fechados estamos abertos, tristes estamos felizes, sem nos olhar estamos nos olhando, nos amando e amando vocês os quais realmente respeitamos muito a partir do momento que nos respeitamos muito primeiro. Mesmo quando caímos em contradição para nos levantarmos a favor da adição, em levitação. A utopia entope a pia e viva a telepatia! Viva o estranho Thom Yorke e o autista Robert Fripp, mas se quiser viva também os animados de tantos adjetivos nessa grande Nação Zumbi. Pilha sempre há de pintar por aí. E nesse temporal de palavras alcalinas, como diria o atemporal Led Zeppelin: THANK YOU! Viva as essências e as reticências…

Fotos: Kênia Castro

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